- O promotor Cássio Conserino pediu intervenção judicial no Corinthians, alegando nulidade na aprovação das contas de 2025 e gestão temerária com base no balanço financeiro.
- As contas de 2025 apresentaram déficit de R$ 143,4 milhões e o endividamento total do clube passa de R$ 2,7 bilhões.
- Esta é a segunda medida do Ministério Público contra o clube; em dezembro de 2025 já havia sido aberto um inquérito civil sobre uso de cartões corporativos.
- Há irregularidade envolvendo Haroldo Dantas, que participou de reunião do Conselho Fiscal recomendando a aprovação com ressalvas; ele atua como advogado das empresas do presidente Osmar Stabile.
- O Cori (Conselho de Orientação) não identificou a participação de Dantas nem especificou as ressalvas, e o Conselho Deliberativo aprovou as contas ignorando recomendações internas e externas, segundo o MP.
O promotor Cássio Conserino pediu à Justiça, na segunda-feira, intervenção judicial no Corinthians. O Ministério Público de São Paulo questiona a aprovação das contas de 2025 e aponta gestão temerária com base no balanço financeiro do clube.
Segundo o MP, houve nulidade no processo de aprovação das contas de 2025. O órgão aponta déficits, endividamento elevado e falhas de governança como fundamentos para a medida.
As contas de 2025 registraram um deficit de 143,4 milhões de reais, elevando o endividamento total do clube para acima de 2,7 bilhões. O MP ainda responsabiliza agentes pela gestão irregular.
Irregularidades identificadas
O promotor aponta três conjuntos de irregularidades. Primeiro, a participação de Haroldo Dantas em reunião do Conselho Fiscal que recomendou aprovação com ressalvas, apesar de ser advogado das empresas do presidente e estar afastado por conflitos de interesse. Dantas assinou a ata da reunião.
O segundo ponto envolve o Cori, o Conselho de Orientação, que não identificou a ilegalidade da participação de Dantas nem especificou as ressalvas apontadas no documento. O órgão não propôs sanções ou correções.
O terceiro ponto diz respeito ao Conselho Deliberativo, que aprovou as contas de Osmar Stabile desconsiderando recomendações internas e externas. O MP solicita que os conselheiros presentes na votação também sejam responsabilizados.
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