- Marquinhos Xavier, treinador da seleção brasileira de futsal, comanda a equipe campeã mundial, da Copa América e da Copa das Nações, conquistadas em Brasília em 2025.
- Ele aponta a reconexão com a torcida como trunfo para manter a hegemonia e servir de inspiração para o futebol de campo nas próximas Copas do Mundo.
- A declaração foi dada durante o CBC & Clubes Expo, em Campinas, entre 22 e 25 de abril, destacando a renovação desde 2017 e mais de 100 jogos à frente da seleção.
- O sucesso tem sustentação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2021, com investimentos em profissionais e formação para manter a hegemonia.
- Xavier enfatizou a importância de dividir responsabilidades para preservar saúde mental e equilíbrio, e destacou a aproximação entre atletas, comissão e torcida como caminho para fortalecer o futebol de campo.
O Brasil vive uma fase de hegemonia no futsal sob o comando de Marquinhos Xavier. Em 2025, a Seleção brasileira tornou-se campeã mundial, da Copa América e da Copa das Nações, consolidando o retorno ao topo. O título foi conseguido em Brasília.
O treinador catarinense de 52 anos assumiu a equipe em 2017, após a pior campanha da história em Copas do Mundo. Desde então, o Brasil soma mais de 100 partidas sob o seu comando, com renovação administrativa apoiada pela CBf e pelo Beach soccer.
O foco de Xavier é a aproximação com o torcedor. Em entrevista ao Correio durante o CBC & Clubes Expo, em Campinas, ele destacou a importância do vínculo entre povo e seleção para manter o domínio mundial.
Estrutura e apoio institucional
Segundo o treinador, o crescimento do futsal no país se sustenta pelo investimento profissional e pela atuação da CBF, gestora da modalidade desde 2021. Ele cita estrutura mais estável e formação de profissionais como pilares da hegemonia.
O técnico também comentou a cobrança constante por resultados. Ele vê a divisão de responsabilidades na comissão técnica como forma de proteger a saúde mental e manter o equilíbrio do grupo.
Perspectivas para futebol de campo e torcedores
Marquinhos Xavier relaciona a identificação entre campo e arquibancada ao fortalecimento de equipes de futebol de campo nas próximas Copas do Mundo. Aproxime-se do torcedor é, para o treinador, caminho para ampliar a confiança em quadra.
Apesar do foco no futsal, a visão é de que a proximidade com o público pode servir de modelo para o futebol de campo, diante das necessidades de reconquistar protagonismo mundial.
Olhar para o futuro
A seleção feminina de futebol busca a primeira taça em Copas do Mundo em 2026, nos EUA, México e Canadá. Enquanto isso, o futsal brasileiro segue como referência, com a expectativa de manter a identidade brasileira baseada em espírito de grupo e entrega.
O que falta, aponta Xavier, é ampliar o contato com o público e manter o ritmo de investimentos para sustentar a liderança no cenário mundial, além de continuar fortalecendo a base de atletas e profissionais.
Três perguntas para…
Marquinhos Xavier, técnico da Seleção Brasileira de Futsal
1) Qual a importância de compartilhar conhecimento em eventos como o CBC & Clubes Expo?
Foi especial para a comunidade do futsal, e a participação reforça a presença da modalidade na cultura do Brasil.
2) O que falta para o futsal entrar no programa olímpico?
Estimular o alinhamento entre entidades e aproximar o COB do COI, mantendo a preparação estruturada.
3) Como Brasília influenciou a percepção sobre a seleção?
A cidade é acolhedora e fortalece a imagem de Brasília como capital do esporte, com potencial para sediar novas competições.
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