- Olten Ayres de Abreu Jr., presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, concedeu entrevista à ESPN para expor sua versão sobre a demissão de Ivana Zavatti e falar sobre sua relação com Julio Casares.
- Ele afirma que nunca manteve boa relação com Casares, principalmente em questões de reforma, e acusa dirigentes da gestão atual de dificultarem mudanças no clube.
- Em dezembro de 2025, Casares propôs alteração estatutária para separar a gestão do futebol do clube social e transformar o São Paulo em sociedade anônima do futebol; Olten encaminhou o documento à comissão legislativa.
- A proposta foi rejeitada no início de abril de 2026; Olten criou uma “comissão de reforma estatutária” e depois substituiu-a por outra, com participação de Ives Gandra Martins.
- Olten afirma não ter interesse em disputar a presidência, vê necessidade de revitalização e dirigentes mais jovens, e diz ainda que as alianças entre blocos políticos no clube estão em disputa para as próximas eleições.
O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Jr., concedeu entrevista à ESPN em sua sala no Morumbi. O tema central foi a mudança de postura em relação a Julio Casares, bem como críticas à atual gestão e à revitalização do clube. Olten também abordou a demissão de Ivana Zavatti, funcionária que trabalhava para ele e que foi alvo de apuração interna.
Segundo Olten, a relação com Casares nunca foi de plena sintonia, especialmente sobre reformas estatutárias. Ele afirmou que os obstáculos criados pelos dirigentes atuais dificultaram a continuidade de propostas de reforma que foram apresentadas no passado. Afirmou ainda que não há alinhamento entre os dois em questões de governança.
A reforma citada por Olten remonta a dezembro de 2025, quando Casares propôs alterações para separar a gestão do futebol do clube social e para transformar o São Paulo em uma sociedade anônima do futebol. Olten era quem encaminhou o tema à comissão legislativa, mas a proposta foi recusada no início de 2026. Uma nova comissão de reforma estatutária foi montada sob supervisão de Olten, com participação de Ives Gandra Martins.
Sobre o conteúdo da proposta recusada, Olten explicou que o objetivo de Casares era reduzir o quórum necessário para transformar o modelo de gestão. A proposta previa votação de 50% mais um, frente ao quórum anterior de 75%. Na visão de Olten, esse movimento gerou um parecer técnico extenso que o clube não poderia realizar a reforma.
Olten também discutiu o cenário político interno do clube após as eleições. Ele afirmou que houve articulação entre grupos apoiadores de Casares na eleição de 2021, mas isso não se repetiu na eleição de 2023. Segundo o presidente do Conselho, o grupo que o apoiava naquelas votações não foi o mesmo na sequência.
Em relação ao futuro do São Paulo, Olten descartou a possibilidade de concorrer à presidência do clube. Ainda que tenha cumprido funções institucionais, ele indicou que pretende se afastar das esferas políticas do clube para abrir espaço a uma renovação. Afirmou ainda que prefere ver dirigentes mais jovens e ideias revitalizadas.
Sobre o apoio político nas próximas eleições, Olten afirmou que ainda não há definição. Ele sinalizou a existência de dois blocos distintos: um que defende reformas e outro que prefere manter o status atual. O presidente do Conselho ressaltou que as alianças ainda estão em construção.
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