- Foram analisados dezesseis jogadores de futebol jovens e treinados em teste de esforço máximo de trinta segundos, após consumo de suco de beterraba ou placebo.
- O estudo demonstrou aumento da potência máxima e da potência média, além de menor tempo para atingir o pico de força.
- O nitrato presente na beterraba pode favorecer a circulação e a oxigenação muscular, refletindo-se na recuperação pós‑exercício.
- Não houve diferenças na frequência cardíaca, na pressão arterial nem na oxigenação durante o esforço entre os grupos.
- O grupo que consumiu beterraba apresentou lactato sanguíneo mais alto após o exercício, indicando maior intensidade de esforço; os resultados sugerem benefício em atividades de curta duração, mas são necessárias mais pesquisas.
O estudo avaliou o efeito do suco de beterraba no desempenho de atletas de futebol em esforços curtos e intensos. Publicado pela Scientific Reports em 31 de janeiro de 2026, o trabalho investigou nitrato como possível impulsionador de performance.
A pesquisa envolveu 16 jogadores jovens e bem treinados. Cada atleta participou de testes de esforço máximo de 30 segundos, após consumir suco de beterraba ou um placebo, em ordem randomizada.
Entre os resultados, houve aumento da potência máxima e da potência média durante o esforço, além de menor tempo para atingir o pico de força. Em resumo, mais força em menos tempo.
O principal composto da beterraba, o nitrato, pode melhorar a circulação e a utilização de oxigênio pelos músculos. O estudo aponta que a oxigenação muscular pós-exercício ficou melhor com o suco.
Apesar dos ganhos de desempenho, alguns parâmetros permaneceram inalterados. Frequência cardíaca, pressão arterial e oxigenação durante o esforço não mostraram diferenças entre os grupos.
Outro dado relevante foi o aumento dos níveis de lactato no sangue após o exercício no grupo que ingeriu beterraba, indicando maior intensidade de esforço muscular.
Os autores ressaltam que o suco de beterraba pode beneficiar atividades de curta duração e alta intensidade, como sprints e treinos explosivos. Contudo, ressaltam a necessidade de mais pesquisas.
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