- Julgamento de Andrés Sanchez pelo Conselho Deliberativo do Corinthians está marcado para a noite de 25 deste mês, com a possível expulsão do ex-presidente.
- A acusação envolve gastos pessoais de cerca de R$ 480 mil no cartão de crédito corporativo do clube, entre 2018 e 2021.
- A Comissão de Ética recomenda a expulsão, após analisar os gastos apresentados pelos conselheiros, que incluem compras de relógios, roupas, consumos em freeshopping, farmácias, restaurantes e hotelaria.
- O Ministério Público denuncia Andrés por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, relativos ao uso do cartão do clube.
- O processo ocorre em meio a desgaste político de Andrés, com histórico de longos mandatos à frente do clube e consequências financeiras recentes para o Corinthians.
Andrés Sánchez terá julgamento pelo Conselho Deliberativo do Corinthians, marcado para a noite do dia 25, no Parque São Jorge. A reunião pode resultar na expulsão do ex-presidente, após análise de gastos com o cartão corporativo entre 2018 e 2021. A denúncia envolve uso de recursos do clube para fins pessoais.
A acusação aponta gastos de cerca de R$ 480 mil em cartões vinculados ao clube, incluindo compras de luxo, alimentação, saúde e lazer. Os valores e itens foram apresentados por conselheiros à Comissão de Ética, que recomenda a expulsão.
Conselheiros relatam também uso de recursos em viagens, hotéis em Tibau do Sul e passeios de barco. Entre os itens listados estão relógios, roupas de grife e despesas em farmácias e restaurantes. A denúncia tramita na Justiça Estadual, na Sesão do Ministério Público.
O Ministério Público opinou pela responsabilização de Sánchez pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade tributária, relacionados ao cartão corporativo. A denúncia foi apresentada à segunda vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa.
No Corinthians, Sánchez teve papel central na construção do estádio e na gestão de 2007 a 2011, além de 2018 a 2021. Em 2024, Augusto Melo chegou à presidência, mas foi impeachment, e Osmar Stabile ocupa interinamente o cargo, distanciando-se, segundo relatos, de influências anteriores.
A defesa de Sánchez sustenta que houve equívoco na identificação do cartão, afirmando ter usado um cartão pessoal por engano. A defesa contesta a extensão da responsabilização e a condução do processo pelo Conselho Deliberativo.
O caso mostra endurecimento de tensões internas no clube e envolve controvérsias sobre a gestão financeira. Mesmo que Sánchez seja inocentado, a imagem do ex-presidente já enfrenta desgaste significativo perante torcedores e sócios.
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