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Copa do Mundo: 35% da população global não terá transmissão no início

Fifa não fechou acordo com China e Índia para transmissão da Copa de 2026, arriscando 3 bilhões de telespectadores sem transmissão oficial

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  • A Copa do Mundo começa em um mês, no Canadá, Estados Unidos e México, com quarenta e oito seleções.
  • A Fifa não fechou acordo com China e Índia para transmissão das partidas, citando fusos horários e falta de times dos dois países no Mundial.
  • China e Índia somam quase três bilhões de pessoas, cerca de trinta e cinco por cento da população mundial, e representam grande interesse da FIFA.
  • Na China, o acordo com a CCTV ainda não foi fechado; na Índia, a JPM (JioStar) fez oferta de cerca de US$ vinte milhões, menor do que a proposta inicial da Fifa.
  • No Brasil, a CazéTV transmite os cem e quatro jogos pelo YouTube, a Globo fica com até cinquenta e cinco jogos e o pool SBT/N Sports com trinta e dois duelos.

A Copa do Mundo de 2026, que começa em maio nos estádios da América do Norte, corre o risco de não entrar na tela de 3 bilhões de pessoas. A Fifa não fechou acordos de transmissão com emissoras da China e da Índia, dois mercados-chave, o que pode deixar milhões sem acompanhar os jogos. A distância de fuso e a ausência de equipes dessas nações na primeira fase ajudam a explicar a dificuldade nas negociações.

A recusa ou atraso nas negociações envolve horários pouco atrativos para o público asiático e a necessidade de dividir direitos entre diversas plataformas. Mesmo com o interesse expressivo nesses países, as negociações ainda não avançaram de forma conclusiva, segundo relatos de imprensa.

A China respondeu com negociações parciais, mas o acordo com a CCTV não avançou. A Índia mostrou interesse, mas o faturamento pedido por parte da Fifa é visto como elevado para o atual mercado de mídia local. Acompanharam as tratativas a imprensa internacional, citando fontes da AFP.

Situação de negociações e impactos regionais

No passado, a China representou quase metade das horas assistidas em plataformas digitais durante a Copa do Catar, em 2022. Em termos populacionais, China e Índia somam quase 3 bilhões de habitantes, cerca de 35% da população global, o que torna o tema estratégico para a comercialização de direitos.

Em relação a países com acordos firmados, a Fifa já vendeu direitos para plataformas de 180 nações, incluindo TV, rádio, streaming e canais no YouTube. As negociações envolvem também países com grande audiência, como Paquistão e Tailândia, onde a transmissão segue em andamento ou ainda sem acordo formal.

No Brasil, o cenário apresenta especificidades. A CazéTV deverá exibir 104 jogos via YouTube, enquanto a Globo transmitirá até 55 partidas em TV aberta e fechada. O pool SBT/N Sports fica responsável por 32 confrontos, com um jogo por dia.

No cenário global, a amplitude de transmissão da Copa vem crescendo com o uso de plataformas digitais e acordos regionais. O recorde de países com transmissão ao vivo ocorreu no Catar, em 2022, com 225 nações, superando 223 em 2014. A Fifa continua a estratégia de dividir direitos para ampliar cobertura e reduzir pirataria.

A abertura da Copa está marcada para 11 de junho, com México contra África do Sul no Estádio Azteca. Em Pequim e Xangai, a primeira partida deve começar ainda cedo, mantendo o padrão de horários desfasados. Em Nova Déli, o jogo terá início próximo à meia-noite e meia.

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