- Tribunal Arbitral da FGV devolveu os direitos políticos da Eagle Bidco, acionista majoritária do Botafogo, e determinou reorganização da SAF.
- Durcesio Mello foi considerado diretor interino irregular, fortalecendo a posição da Eagle.
- Textor perdeu a proteção cautelar que garantia sua permanência na posição estatutária dentro da SAF.
- AGE marcada para 14 de maio deve incluir pauta com substituição de dois membros do conselho de governança: Jordan Elliott Fiksenbaum e Kevin Watson, com indicação de Andy Feldman e Ron Marx pela Eagle.
- Tribunal marcou audiência para 26 de maio com Botafogo, Eagle Bidco e Durcesio Mello para evitar judicialização intensificada.
A FGV restabeleceu os direitos políticos da Eagle Bidco, acionista majoritária do Botafogo, em meio a uma disputa societária que envolve a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube. A decisão devolveu à Eagle plenos poderes dentro da estrutura societária e suspendeu atos que não contaram com a participação da acionista. Durcesio Mello teve o mandato de diretor interino considerado irregular pela decisão. A medida também retirou a proteção cautelar que garantia a permanência de John Textor em posição estatutária.
A Eagle Bidco passou a ter legitimidade para participar da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para esta quinta-feira, 14 de maio. A gestão passa a depender da participação da Eagle em decisões estratégicas da SAF. A decisão implica alterações no equilíbrio de poder entre as partes envolvidas no Botafogo.
Decisões e desdobramentos
Os árbitros da FGV definiram ainda que a próxima AGE incluirá, na pauta, a substituição de dois membros do conselho de governança da SAF: Jordan Elliott Fiksenbaum e Kevin Watson, alinhados a Textor. A proposta seria a entrada de Andy Feldman e Ron Marx, indicados pela Eagle. Existe ainda a possibilidade de o clube social indicar um representante.
A tribunal também solicitou uma audiência para 26 de maio, envolvendo representantes do Botafogo, da Eagle Bidco e de Durcesio Mello. O objetivo é evitar maior judicialização entre as partes e reduzir o risco de paralisia institucional. A decisão busca equilibrar o processo decisório e evitar conflitos internos.
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