- Na final da Champions League de 2015, o Barcelona vencia a Juventus por dois a um, Neymar cabeceou para o gol de Buffon e a jogada foi anulada porque a bola desviou no braço após a cabeça do jogador.
- A partir daquele lance, o International Board passou a não aceitar gol ou passe com o braço, mesmo que o toque tenha sido acidental.
- Em 2020/2021, Lewandowski tocou a bola no braço e o passe para Pavard virou gol na final do Mundial de Clubes; o árbitro validou o lance, e o IFAB revisou a interpretação para aceitar passes de mão não deliberados.
- No caso de Flaco López, a assistência com toque acidental no braço é legal, embora haja margem de interpretação entre árbitros; alguns entendem que o lance deveria ter sido válido.
- A ideia por trás da regra remonta ao espírito esportivo, buscando evitar vantagens obtidas por uso do braço, conforme a história do futebol.
O fato central envolve a regra de gol com o braço no futebol, que mudou duas vezes desde 2015 e influenciou interpretações de lances como o do passe de Flaco López. Em Berlim, na final da Champions League de 2015, Neymar cabeceou para defesa de Buffon e o árbitro anulou a jogada por toque no braço após o cabeceio. O lance gerou debates sobre se o toque foi involuntário e se poderia ter valido.
A decisão ocorreu em meio a uma interpretação que, na época, permitia gol ou passe com o braço desde que não houvesse intenção de vantagem. O entendimento mudou posteriormente com a atuação do International Football Association Board, que alterou a regra para considerar inválidos tanto gols quanto passes com o braço, mesmo quando acidentais. A mudança visou padronizar decisões e promover o fair play.
Mudança de regra
Em 2020, o gol de Lewandowski, que resultou no passe de mão para Pavard marcar pela final da Copa Intercontinental de 2020 disputada em 2021, reacendeu o debate. O árbitro uruguaio Esteban Ostojich validou o lance, mesmo com a leitura anterior que poderia anulá-lo. O IFAB confirmou uma nova linha interpretativa, validando passes de mão não deliberados em determinadas situações, mantendo a ambiguidade em outros casos.
No caso de Flaco López, o lance em Belém gerou discussão sobre se o toque acidental no braço autorizaria ou não a assistência. Árbitros com experiência no assunto destacaram que a jogada poderia ser válida, apesar da margem de interpretação. O episódio evidencia a persistente complexidade da aplicação da regra à luz da história da competição.
A origem da regra está ligada a um esforço de padronizar decisões e evitar distorções do jogo por interpretações subjetivas. A evolução histórica mostra que, até Neymar em Berlim, gols com toque involuntário tinham tratamento diferente de passes com o braço, mas o entendimento passou a se basear em critérios objetivos para evitar favorecimentos.
Entre na conversa da comunidade