- Corinthians fechou o primeiro trimestre de 2026 com déficit acumulado de R$ 131,1 milhões, bem acima do previsto no orçamento (R$ 36,4 milhões).
- O clube precisa levantar cerca de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 143 milhões) com a venda de jogadores para não registrar rombo no orçamento.
- Propostas recebidas no início do ano por Yuri Alberto (Lazio) e André (Milan), de cerca de 20 milhões de euros cada, foram recusadas/prefokadas; houve avanço na venda de um volante de 18 anos, mas a negociação foi vetada pelo presidente.
- Despesas não recorrentes somaram R$ 38,6 milhões, incluindo R$ 32,5 milhões de premiação pela Copa do Brasil de 2025 e R$ 6 milhões pela contratação de Félix Torres para derrotar o transfer ban da Fifa.
- O balanço aponta EBITDA negativo de R$ 8,9 milhões e despesas financeiras líquidas de R$ 54 milhões; a dívida do clube chega a R$ 2,7 bilhões, com a Caixa Econômica Federal como principal credor devido ao financiamento da Arena.
O Corinthians encerrou o 1º trimestre de 2026 com déficit acumulado de R$ 131,1 milhões, bem acima do previsto no orçamento inicial de R$ 36,4 milhões. O rombo surge mesmo com receitas de transferências não realizadas no período.
Segundo o balancete divulgado pelo clube, a diretoria optou por não vender atletas na primeira janela de transferências para valorizar os ativos e priorizar o desempenho na Copa Libertadores. A meta é reduzir perdas até o fim do ano.
Propostas recebidas no início de 2026 mostram interesse de grandes clubes na dupla Yuri Alberto e André, com valores próximos de € 20 milhões cada. A diretoria recusou a oferta pelo camisa 9 e chegou a avançar na venda de um volante de 18 anos, porém houve veto presidencial.
Situação financeira e metas
O documento aponta um ajuste no planejamento: o Corinthians precisa arrecadar € 25 milhões (cerca de R$ 143 milhões) com venda de jogadores para cumprir a meta orçamentária e evitar o rombo.
Despesas não recorrentes totalizaram R$ 38,6 milhões, incluindo R$ 32,5 milhões por premiação da Copa do Brasil de 2025 e R$ 6 milhões pela quitação da contratação de Félix Torres, essencial para destravar o transfer ban da Fifa.
Sem esses itens extraordinários, o déficit do período ficaria em torno de R$ 17,5 milhões, segundo a administração. O clube registou EBITDA negativo de R$ 8,9 milhões e despesas financeiras líquidas de R$ 54 milhões.
A gestão informou que, para manter o fluxo de caixa, realizou antecipação de recebíveis e ampliou a captação de empréstimos. Atualmente, o Corinthians acumula uma dívida de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.
Dívida e credores
O principal credor permanece a Caixa Econômica Federal, com o financiamento da Arena de Itaquera passando de R$ 642 milhões ao fim de 2025. Apesar dos títulos recentes, o clube reporta déficit de R$ 143 milhões no ano passado.
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