- Corinthians terceirizou a segurança do Parque São Jorge para a Mega Assessoria Operacional Ltda entre setembro e outubro de 2025, sem autorização da Polícia Federal e sem contrato assinado, conforme notas fiscais que somam R$ 676 mil.
- A empresa foi criada em julho de 2025 por Fernando José da Silva, então gerente operacional do CT, após o clube afastar o presidente anterior; Osmar Stábile assumiu o mandato provisório na época.
- O clube afirma que a contratação foi emergencial após a invasão da sede, em 31 de maio de 2025, com ciência do vínculo com o funcionário, disputa de interesses negada por urgência operacional e encerramento do modelo após nova licitação.
- As notas fiscais apresentadas pelas vias citadas incluem descrições como “assessoria de qualquer natureza”, “consultoria econômica” e “vigilância”; os valores foram de R$ 244.627,66; R$ 208.350,00; e R$ 223.650,00.
- O Corinthians interrompeu os pagamentos após avaliação de que o modelo não atendia padrões de governança; houve abertura de concorrência para contratar nova empresa de segurança.
O Corinthians terceirizou a segurança do Parque São Jorge para a Mega Assessoria Operacional Ltda, por R$ 676 mil, entre setembro e outubro de 2025. A contratação ocorreu sob gestão de Osmar Stábile, após a invasão à sede em 31 de maio de 2025. O acordo não teve contrato assinado nem autorização formal da Polícia Federal.
A empresa foi criada em 3 de julho de 2025 por Fernando José da Silva, então gerente operacional do clube social. Fernando afirmou inicialmente que a empresa foi aberta a pedido do diretor administrativo para pagar profissionais de vigilância.
Após meses, Fernando mudou a versão, dizendo tratar de solicitação direta de Stábile, com autorização de contratar policiais militares aposentados para a segurança do clube em até 60 dias. A medida visava substituir equipes que atuavam antes.
O clube reconhece a emergência operacional após a invasão e afirma ter ciência do vínculo entre o funcionário e a empresa. A diretoria nega conflito de interesses, destacando a urgência do momento e a conclusão do modelo de contratação após nova licitação.
Contexto
Foram emitidas três notas fiscais, totalizando R$ 676 mil, com descrições entre “assessoria de qualquer natureza”, “consultoria econômica” e “vigilância”, entre setembro e outubro de 2025. Os pagamentos não passaram por regime CLT.
Versões e desdobramentos
O Corinthians afirma que os pagamentos refletiram serviços de segurança no Parque São Jorge, no CT Dr. Joaquim Grava e nas categorias de base. O órgão também informou que o fluxo de pagamento foi descontinuado assim que a gestão atual consolidou governança.
Novo encaminhamento
O clube informou que, com a estabilização interna, abriu concurso para contratar nova empresa de segurança, substituindo a Megа Assessoria. Não houve afirmações sobre responsabilizações ou sanções até o momento.
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