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Corinthians terceiriza segurança por R$ 676 mil a empresa irregular sem contrato

Corinthians contrata, de forma emergencial, segurança do Parque São Jorge por meio de empresa irregular e sem contrato, somando R$ 676 mil

Portão de entrada da sede é fechada após o término da votacão de associados do Corinthians no Parque São Jorge, neste sábado, 09 de agosto de 2025, durante Assembleia Geral que decidirá o futuro de Augusto Melo à frente do clube. Os sócios votarão para ratificar ou não a decisão do Conselho Deliberativo, que aprovou o impeachment do mandatário no último dia 26 de maio. Foto: Fábio Vieira/Estadão
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  • Corinthians terceirizou a segurança do Parque São Jorge para a Mega Assessoria Operacional Ltda entre setembro e outubro de 2025, sem autorização da Polícia Federal e sem contrato assinado, conforme notas fiscais que somam R$ 676 mil.
  • A empresa foi criada em julho de 2025 por Fernando José da Silva, então gerente operacional do CT, após o clube afastar o presidente anterior; Osmar Stábile assumiu o mandato provisório na época.
  • O clube afirma que a contratação foi emergencial após a invasão da sede, em 31 de maio de 2025, com ciência do vínculo com o funcionário, disputa de interesses negada por urgência operacional e encerramento do modelo após nova licitação.
  • As notas fiscais apresentadas pelas vias citadas incluem descrições como “assessoria de qualquer natureza”, “consultoria econômica” e “vigilância”; os valores foram de R$ 244.627,66; R$ 208.350,00; e R$ 223.650,00.
  • O Corinthians interrompeu os pagamentos após avaliação de que o modelo não atendia padrões de governança; houve abertura de concorrência para contratar nova empresa de segurança.

O Corinthians terceirizou a segurança do Parque São Jorge para a Mega Assessoria Operacional Ltda, por R$ 676 mil, entre setembro e outubro de 2025. A contratação ocorreu sob gestão de Osmar Stábile, após a invasão à sede em 31 de maio de 2025. O acordo não teve contrato assinado nem autorização formal da Polícia Federal.

A empresa foi criada em 3 de julho de 2025 por Fernando José da Silva, então gerente operacional do clube social. Fernando afirmou inicialmente que a empresa foi aberta a pedido do diretor administrativo para pagar profissionais de vigilância.

Após meses, Fernando mudou a versão, dizendo tratar de solicitação direta de Stábile, com autorização de contratar policiais militares aposentados para a segurança do clube em até 60 dias. A medida visava substituir equipes que atuavam antes.

O clube reconhece a emergência operacional após a invasão e afirma ter ciência do vínculo entre o funcionário e a empresa. A diretoria nega conflito de interesses, destacando a urgência do momento e a conclusão do modelo de contratação após nova licitação.

Contexto

Foram emitidas três notas fiscais, totalizando R$ 676 mil, com descrições entre “assessoria de qualquer natureza”, “consultoria econômica” e “vigilância”, entre setembro e outubro de 2025. Os pagamentos não passaram por regime CLT.

Versões e desdobramentos

O Corinthians afirma que os pagamentos refletiram serviços de segurança no Parque São Jorge, no CT Dr. Joaquim Grava e nas categorias de base. O órgão também informou que o fluxo de pagamento foi descontinuado assim que a gestão atual consolidou governança.

Novo encaminhamento

O clube informou que, com a estabilização interna, abriu concurso para contratar nova empresa de segurança, substituindo a Megа Assessoria. Não houve afirmações sobre responsabilizações ou sanções até o momento.

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