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São Paulo não demite Roger por falta de dinheiro; Dorival era o indicado

Presidente do São Paulo admite que não há dinheiro para demitir Roger Machado; dívida do clube já passa de R$ 1,1 bilhão e Dorival Júnior era opção cara

Roger Machado está ainda mais inseguro no cargo. Presidente do São Paulo não falou em capacidade. Deixou claro que não há dinheiro para demiti-lo
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  • O presidente do São Paulo, Harry Massis, afirmou que não há dinheiro para demitir Roger Machado nem para pagar multas de desligamento.
  • Ele citou que a diretoria não tem condições de contratar ou trocar o técnico, citando custos da ordem de milhões mensais com Dorival Júnior e a comissão.
  • O vazamento da mensagem de Massis revelou desabafo sobre a gestão anterior e críticas à herança financeira do clube.
  • A dívida do São Paulo já passa de R$ 1,1 bilhão e segue aumentando devido aos juros.
  • Conselheiros, de situação e da oposição, divergem sobre o futuro do clube e sobre evitar a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

O São Paulo vive um momento de tensão interna após o presidente do clube ter admitido dificuldades financeiras para demitir o técnico Rogério Machado. Em mensagens atribuídas ao mandatário, foram citados valores de multa e custos com técnicos, incluindo Dorival Júnior, com o clube sem condições de contratar ou pagar rescisões. A atuação ocorre em meio a uma dívida que já passa de R$ 1,1 bilhão.

Segundo o que circula no entorno da diretoria, o presidente Harry Massis afirmou que, caso houvesse dinheiro, nem teria contratado Rogério Machado. Ele comentou ainda sobre o custo mensal de Dorival Júnior e da comissão, estimado entre R$ 2,8 milhões e R$ 3 milhões. O clube mantém que não tem condições de troca de técnico ou pagamento de multas.

Aumenta a incerteza interna após o vazamento de mensagens. Há duas versões: aliados de Massis dizem que ele não queria a publicização do momento complicado; membros da oposição alegam que a mensagem foi destinada a expor a “herança maldita” da gestão anterior e justificar limitações atuais. Além disso, o São Paulo enfrenta dívidas com treinadores demitidos, estimadas em R$ 10 milhões, incluindo Crespo, Zubeldía e Dorival Júnior.

Foi assim que o tema avançou

Conselheiros de diferentes frentes reconhecem que o principal motivo para manter Rogério no cargo é justamente a ausência de recursos para custear uma nova rescisão. O clube, que já teve a meta de chegar à Libertadores, oscila entre austeridade financeira e esforços para manter o orçamento estável, sob risco de aumentar juros da dívida.

A situação afeta a percepção sobre a gestão do Morumbi, onde há quem sustente a necessidade de reformas estruturais para evitar prejuízos adicionais.

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