- Corinthians iniciou os pagamentos do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mas a dívida total subiu para R$ 224,9 milhões por juros.
- O clube já desembolsou R$ 5,2 milhões nas duas primeiras parcelas, reduzindo o saldo anterior, que chegou a R$ 227,9 milhões no início do cumprimento.
- O RCE envolve 32 processos e 23 credores, com Giuliano Bertolucci como principal responsável, recebendo cerca de R$ 76,9 milhões.
- O plano, com valor total próximo de R$ 450 milhões, prevê dez anos de pagamento, começando com 4% das receitas no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro.
- Internamente, a diretoria vê o RCE como uma forma de reorganizar as finanças e dar previsibilidade ao fluxo de caixa, sem incluir dívidas tributárias ou financiamento da Neo Química Arena com a Caixa.
O Corinthians iniciou os pagamentos do Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo criado para organizar parte das dívidas judiciais do clube. Mesmo assim, o passivo total segue em alta, pois os juros aceleraram a dívida. Nas duas primeiras parcelas, o clube desembolsou R$ 5,2 milhões, mas o saldo subiu de R$ 190,8 milhões para R$ 224,9 milhões.
O crescimento ocorreu principalmente pela atualização dos valores com base na taxa Selic, conforme informou a diretoria financeira. Em abril, o saldo já havia sido impactado pelos juros, mesmo com o pagamento de parte do acordo, e voltou a subir após o primeiro pagamento do segundo mês.
Os débitos em aberto do Corinthians
O RCE envolve 32 processos judiciais e contempla 23 credores. Entre os principais está o empresário Giuliano Bertolucci, com cerca de R$ 76,9 milhões a receber. A Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva aparece com aproximadamente R$ 11,4 milhões.
O plano totaliza em torno de R$ 450 milhões. Desses, cerca de R$ 191 milhões correspondem às execuções já em andamento. O pacote inclui débitos com empresários, fornecedores e direitos de imagem de jogadores; dívidas tributárias e o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa não integram o acordo.
Pelo acordo, o Corinthians terá dez anos para quitar os valores. No primeiro ano, 4% das receitas recorrentes ficam comprometidos com o pagamento; no segundo ano, sobe para 5%, passando a 6% a partir do terceiro ano.
Internamente, a diretoria avalia que o RCE oferece previsibilidade para o fluxo de caixa e evita bloqueios judiciais. Ainda assim, o valor total da dívida bruta do clube é de cerca de R$ 2,7 bilhões.
Entre na conversa da comunidade