- Diniz não busca reforços e prefere manter o elenco atual, mesmo com o calendário cheio, acreditando no desempenho da base.
- A diretoria admite a necessidade de vender atletas na janela do meio do ano, apontando déficit financeiro no primeiro trimestre e meta líquida de cerca de 25 milhões de euros.
- O treinador avalia que perder jogadores importantes pode impactar o desempenho; cita o exemplo de Nino, do Fluminense, para ilustrar esse risco.
- A possibilidade de ampliar a meta de vendas para até aproximadamente 300 milhões de reais preocupa internamente, mas Diniz afirma que decisões não serão drásticas se houver saídas relevantes.
- A pausa para a Copa do Mundo deve servir para reunião entre diretoria e departamento de futebol, com foco no planejamento para o restante da temporada e na manutenção do elenco.
O técnico Fernando Diniz não pretende pedir reforços na janela de transferências de meio de ano do Corinthians. Ele está satisfeito com o elenco atual e sinaliza manter os jogadores que têm à disposição, mesmo diante do acúmulo de jogos. A avaliação é de que coberturas adicionais não são prioritárias no momento.
A relação entre Diniz e a diretoria é diferente da que havia com o antecessor, Dorival Júnior. A reportagem apurou que Dorival cobrava contratações com mais intensidade no dia a dia, o que contribuiu para desgaste entre treinador e clube.
Para o treinador, atletas como Matheuzinho, Breno Bidon e Yuri Alberto, já monitorados por clubes no exterior, podem ter valorização maior se permanecerem sob o comando de Diniz, mantendo ritmo de trabalho.
Direção admite necessidade de vendas
Apesar da confiança de Diniz, a diretoria do Corinthians admite a necessidade de realizar vendas na janela de meio de ano. As demonstrações financeiras do primeiro trimestre apontaram déficit de R$ 131,6 milhões, em parte pela ausência de negociações no início da temporada.
O clube projeta arrecadar aproximadamente 25 milhões de euros líquidos na próxima janela de transferências, conforme balancete. Internamente, acredita-se que a venda de um jogador importante pode atender à meta sem comprometer o projeto esportivo.
Diniz avalia que o impacto das saídas depende do jogador envolvido. Ele cita, como exemplo, a saída de Nino do Fluminense após o título da Libertadores de 2023, destacando como perdas pontuais podem afetar o desempenho.
Meta pode subir no meio do ano
Há preocupação interna com a possibilidade de aumento da meta de vendas na revisão orçamentária prevista para o meio do ano. O temor é elevar o objetivo de R$ 151 milhões para cerca de R$ 300 milhões, aumentando a pressão por negociações.
Mesmo diante desse cenário, Diniz não pretende adotar medidas drásticas em caso de saídas relevantes. O treinador mantém a confiança no elenco atual, que tem apenas uma derrota em dez jogos desde sua chegada.
A expectativa é usar a parada para a Copa do Mundo para alinhar com a diretoria e o departamento de futebol o planejamento para o restante da temporada. A manutenção do núcleo do elenco é considerada essencial para manter o Corinthians competitivo na disputa por títulos até o fim do ano.
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