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SAFs precisam amadurecer no Brasil, apontam profissionais do futebol

SAFs no Brasil exigem governança mais sólida e alinhamento entre clubes e investidores para evitar fragilidades financeiras e atrasos salariais

SPIW acontece entre esta quarta, 13, e sexta, 15, no Pacaembu e na Faap. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
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  • SAFs podem ajudar o futebol brasileiro, mas precisam de governança e controles aprimorados para não serem apenas uma entrada de investidores.
  • Rodrigo Tostes destacou a necessidade de alinhar objetivos entre clubes e investidores para alcançar metas desejadas.
  • César Grafietti alertou que o ambiente ainda não amadureceu e é preciso entender os dois lados, inclusive o papel do torcedor.
  • A lógica financeira do futebol depende de duas grandes fontes de receita: baseadas no público (torcida) e na venda de atletas.
  • Em clubes de menor expressão, o aporte financeiro pode não ser suficiente e gerar problemas como atraso de salários se não houver modelo de negócio claro.

As SAFs chegaram ao futebol brasileiro para reduzir riscos, mas precisam amadurecer, avaliam profissionais do mercado. Foi discutido no São Paulo Innovation Week (SPIW), durante a palestra Quem são os grandes investidores do Futebol?

Rodrigo Tostes, ex-vice-presidente de Patrimônio do Flamengo, destacou que há melhoria necessária na governança das SAFs. Ele reforçou que o modelo pode ajudar, mas não deve ser a única solução para a recuperação dos clubes.

A fala de Tostes ressaltou a importância de alinhar objetivos entre investidores e clubes. Segundo ele, o futebol tem duas principais fontes de receita: renda de torcedores e venda de atletas, que precisam ser exploradas com planejamento.

Desafios de maturidade

César Grafietti, especialista em finanças do futebol, alertou sobre a necessidade de entender todos os lados envolvidos, inclusive o torcedor. Ele citou que decisões precipitadas podem comprometer o equilíbrio financeiro.

Grafietti ressaltou que o modelo de negócio precisa ter sustentabilidade. Investimentos nem sempre garantem retorno imediato, podendo gerar atrasos salariais se não houver planejamento claro.

Olhar para o longo prazo

A análise dos especialistas aponta que clubes de séries inferiores também entram no cálculo. O dinheiro colocado não é ilimitado, exigindo estratégia clara de resultados e governança para evitar desequilíbrios.

Pontes entre clubes, investidores e torcida devem ser fortalecidas para que as SAFs contribuam de forma estável ao longo do tempo. A discussão continua no SPIW, maior festival de tecnologia e inovação realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.

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