- Bernardo Silva disputou sua penúltima partida pelo Manchester City no Etihad, após nove anos no clube, com Guardiola fazendo seis mudanças.
- Sem Rodri, Silva foi mantido como referência no meio-campo, ao lado de Phil Foden, para ditar o ritmo e ajudar na distribuição de jogo.
- Em nove temporadas, Silva soma 217 vitórias na Premier League, o maior número de um jogador, e 457 aparições em todas as competições.
- Conhecido pela versatilidade, ele já atuou de várias funções e é elogiado pela capacidade de ditar o jogo e manter a calma sob pressão.
- O próximo desafio é a final da FA Cup no Wembley, com o City buscando mais um título, enquanto Guardiola destaca a importância de Silva no período.
Bernardo Silva protagonizou o penúltimo jogo pelo Manchester City no Etihad Stadium, em uma noite de chuva em maio. Em meio a seis mudanças, Pep Guardiola optou por manter o volante de 31 anos em campo, sem Rodri para sustentar a estrutura, e o duelo contra o Crystal Palace terminou com vitória em casa. A partida serviu como lembrete da dificuldade de substituir o jogador.
Ao longo da noite, Silva atuou como o pilar mais seguro do meio-campo, recuando para ligar a defesa central com o ataque. A versatilidade dele já é conhecida, mas a atuação confirmou que ele pode ditar o tempo de uma partida, mesmo em um esquema alternado pelo técnico.
Despedida no Etihad
Nos números do clube, Silva soma 217 vitórias na Premier League — recorde entre os jogadores da competição — e 457 aparições em todas as competições, superando o segundo colocado por larga margem. A temporada também destacou a consistência física e a disposição para adaptar o papel conforme a necessidade da equipe.
Na partida, ele executou passes precisos e mostrou tranquilidade em momentos decisivos, como uma assistência improvisada que resultou no gol de Antoine Semenyo após um passe com o salto criativo de Silva. Em outro momento, foi alvo de um erro técnico em um passe desajeitado que abriu chance de ataque ao adversário, lembrando que nenhum jogador está imune a falhas.
Com o placar já aberto e o City buscando consolidar a vantagem, Silva manteve a calma para coordenar o ritmo do jogo, evitando pressa que pudesse favorecer o adversário. A manutenção da posse de bola e a leitura de jogo foram pontos marcantes, principalmente na ausência de Rodri.
Ao final, Guardiola abriu espaço para uma entrega de faixa de capitão a Nathan Aké, sinalizando o ajuste de lideranças para os próximos compromissos. A atuação de Silva foi interpretada como um fechamento de ciclo próximo do adeus aos torcedores, que o aplaudiram de pé.
O City volta a campo neste sábado, em Wembley, com a possibilidade de Silva conquistar o terceiro título da FA Cup na carreira, somando ao título da Liga dos Campeões e aos seis do Campeonato Inglês. Guardiola reforçou, de forma indireta, que o jogador é único em sua função, mesmo reconhecendo que tudo no futebol é passível de reposição.
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