- Não há efeito prático imediato da saída do Palmeiras da Libra: o contrato com a Globo, que vai até o fim de 2029, precisa ser cumprido e o Palmeiras não receberá novos valores caso a Libra aumente.
- O acordo com a Globo deve ser cumprido até o fim de 2029, e o Palmeiras não recebe eventual aumento da Libra.
- Bap critica a Libra por não trazer dinheiro incremental e estima que o Flamengo deixará de receber cerca de R$ 250 milhões no formato atual até 2029; em uma renegociação, poderia ter mais R$ 150 milhões.
- O dirigente afirma não ter problemas pessoais com o Palmeiras ou com a presidente Leila Pereira e defende respeito entre clubes, mantendo o tom institucional.
- Ele defende uso de base de dados para distribuir receitas por audiência, cita cadastros do pay-per-view como exemplo e ressalta que havia cláusula de unanimidade para temas materiais, bem como pouca evolução nas negociações em oito meses.
O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, afirmou que, com a saída do Palmeiras da Libra, não haverá pagamento adicional a ele. O acordo com a Globo segue válido até 2029, independente da permanência ou não no bloco.
Bap explicou que o Palmeiras receberá o que já está previsto no contrato atual. Caso haja aumento na Libra por meio de renegociação, o alviverde não terá direito a novos valores. A mudança é vista como questão de imagem, não de efeito prático.
O dirigente ressaltou que não guarda ressentimentos com o Palmeiras ou a presidente Leila Pereira. Disse respeitar a história dos clubes e que, na função de presidente, o foco é o interesse do Flamengo, mantendo o relacionamento institucional.
Bap minimizou o impacto pessoal das trocas entre as diretorias. Disse que não trata adversários de forma diferenciada por birra ou “biquinho” e que está emocionalmente blindado para separar negócios de sentimentos.
Apesar de ficar aberto a melhorias na Libra, o flamenguista foi crítico quanto ao desempenho financeiro do bloco. A Libra não teria gerado incremento de receita adicional, segundo ele, o que alimenta o debate sobre a distribuição de direitos de transmissão.
Bap estimou que o Flamengo deixaria de receber cerca de R$ 250 milhões até 2029 no formato atual. Em renegociação, a expectativa é de ganho adicional de R$ 150 milhões, considerado recuperação diante do cenário vigente.
O dirigente citou a necessidade de dados para embasar a divisão por audiência entre os clubes. Lembrou sua experiência em televisão ao mencionar cadastros de pay-per-view como base para futuras receitas variáveis.
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