- Especialistas destacam que as SAFs (Sociedades Anônimas de Futebol) podem ajudar clubes a se reorganizar, desde que haja estrutura e compreensão do modelo, com exemplos citados de Vasco, Botafogo e Cruzeiro.
- Rodolfo Kussarev, ex-CEO do Red Bull e sócio da Convocados Gestão de Futebol, afirmou que “expectativa fictícia” atrapalha negociações de venda e pediu due diligence bilateral.
- Moisés Assayag, sócio-diretor da Channel Associados, ressaltou que a SAF não é solução mágica e que funciona como parte do processo de melhoria do futebol brasileiro.
- Patrick Lopes, da Alvarez & Marsal, lembrou que a SAF está em fase de aprendizado e reformas, com casos de sucesso e insucesso, e que a lei demanda tempo para ajustes.
- Exemplos apontados como positivos incluem o Cruzeiro, que angariou recursos com Ronaldo Fenômeno e permitiu retorno ao investidor, e o Bahia, cuja venda foi conduzida com cuidado para alcançar um parceiro premium.
O ex-CEO do Red Bull Brasil e atual sócio da Convocados Gestão de Futebol, Rodolfo Kussarev, participou de um painel na SPIW, em São Paulo, na quinta-feira, 14 de maio. O tema foi o papel das SAFs no futebol brasileiro, com debates sobre demandas de estrutura, transparência e viabilidade econômica.
Especialistas presentes no evento destacaram que o sucesso das SAFs depende de um equilíbrio entre expectativas e realismo. O grupo enfatizou a necessidade de due diligence de ambas as partes nas negociações e alertou que a transparência, por si só, não resolve todos os problemas do futebol.
Entre os casos discutidos, a experiência do Vasco da Gama foi citada como exemplo de dificuldades, enquanto o Cruzeiro é apontado como referência de recuperação financeira e de saída de investidores. Um dos debatedores afirmou que o modelo ainda passa por aprendizados e reformas legais.
Patrick Lopes, da Alvarez & Marsal, ressaltou que a SAF é ferramenta de apoio, não solução única. Ele citou o Cruzeiro como exemplo de reestruturação que contou com aporte financeiro e com a saída de investidores, destacando a importância de manter capital humano e financeiro durante o processo.
Outro caso citado foi o Bahia, associado a um conglomerado liderado pelo Grupo City. A participação da SAF baiana foi descrita como cuidadosa, com etapas bem definidas e foco em escolher o tipo de parceria mais adequado para o clube.
O painel também mencionou que a SAF não é fórmula mágica e que o impacto depende do desenho institucional, da governança e da capacidade de gerar valor a longo prazo para clubes, investidores e torcedores.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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