- O estudo aponta risco real de condições inseguras em jogos da Copa do Mundo de 2026, com Miami entre os locais mais expostos.
- A WBGT (medida que combina temperatura, umidade, calor radiante e vento) deve alcançar ou superar 26°C em cerca de vinte e seis partidas, afetando principalmente Miami.
- Com 28°C de WBGT, apenas cinco jogos podem chegar a esse nível, mas até 45 confrontos têm até 20% de chance de atingir ou superar essa marca.
- Em 1994, o número de partidas acima de 26°C já era menor; desde então, houve aumento significativo do calor durante o torneio, conforme estimativas da pesquisa.
- A FIFA implementou medidas de mitigação, como horários de início mais à noite em ambientes quentes, pausas de resfriamento, capacidade de água nos estádios e equipes de resposta a emergências.
A Copa do Mundo de 2026, a ser realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, promete temperaturas acima da média histórica em junho e julho, conforme o pronóstico sazonal do National Weather Service. Quatro meses antes do início, o clima é um dos principais fatores analisados para o torneio que reunirá 48 seleções masculinas.
Estudos indicam que jogos em Miami devem exceder limites de temperatura, com risco de condições inseguras tanto para jogadores quanto para torcedores. Em grande parte dos estádios, a temperatura efetiva já se mostra desafiadora, mesmo com avanços desde a edição de 1994, quando a Copa foi disputada apenas na América do Norte.
Riscos por clima
Análises associam o índice WBGT (humidade, calor radiante e vento) a limites considerados pela FIFA para definir suspensão de partidas. Dados indicam que parte dos jogos pode ocorrer acima de 28C de WBGT, faixa na qual o risco aumenta e surgem discussões sobre pausas para resfriamento. Em 1994, números semelhantes não estavam presentes; hoje, há maior probabilidade de encontros em condições de maior estresse térmico.
No conjunto de dados do World Weather Attribution (WWA), estima-se que 26 partidas devem ocorrer com WBGT igual ou superior a 26C, o que justificaria pausas de resfriamento segundo Fifpro. Em 28C, a probabilidade cai, mas ainda há jogos com potencial de atingir esse patamar, com 45 partidas em faixa de até 20% de chance. A projeção aponta também risco de WBGT de 30C em uma a cada quatro partidas.
Medidas de mitigação
Fifa criou medidas para reduzir impactos: horários de estreia em ambientes quentes costumam ocorrer no fim da tarde, e há uma pausa de resfriamento de três minutos em cada tempo. Além disso, o organismo aumentou a capacidade de resfriamento nos estádios e instituiu um grupo de mitigação de doenças relacionadas ao calor. Kits de tratamento de exaustão térmica serão disponibilizados, e torcedores podem levar garrafas de água abertas.
A cidade de Miami é apontada como a mais exposta entre as sedes, com sete jogos programados para começar antes das 19h30. Em contraste, Vancouver, Toronto e as três praças mexicanas devem enfrentar menor pressão de calor. Mesmo assim, as medidas de proteção continuam em vigor para todas as partidas.
Perspectivas e reações
A discussão sobre o clima envolve atletas e sindicatos: Fifpro afirma que houve alinhamento entre planejamento de horários, seleção de palcos e preocupações com saúde e desempenho dos jogadores. Pesquisadores ressaltam que o aquecimento global já alterou o cenário climático desde 1994 e que o planejamento precisa considerar essas mudanças. A FIFA também destaca a cooperação com cidades anfitriãs, autoridades locais e equipes médicas para respostas rápidas a condições extremas.
As análises señalam que a combinação de altas temperaturas e alta umidade pode reduzir o desempenho físico dos atletas. Organizações e pesquisadores enfatizam a importância de estratégias de mitigação para manter a integridade das partidas e a saúde de todos os envolvidos.
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