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Arena do futuro: o futebol não é o foco dos novos estádios

Arquitetura dos estádios migra para o entretenimento ao vivo como âncora do negócio, buscando rentabilidade com multiuso e experiências além do futebol

Nubank Parque assumirá estádio do Palmeiras até 2044. (Foto: Reprodução)
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  • Executivos dizem que as arenas devem funcionar como centros de entretenimento, com o futebol atuando como âncora do negócio, mas não como protagonista.
  • Durante o São Paulo Innovation Week, panelistas destacaram a necessidade de multieventos e eficiência operacional para manter a rentabilidade.
  • Estádios após a Copa de 2014 foram pensados para multiuso, com foco na durabilidade e na adaptação a mudanças de consumo.
  • A experiência do torcedor como consumidor é vista como chave para aumentar a receita, não apenas a renda vinda dos jogos.
  • A próxima fase de rentabilização pode vir da atuação com outros esportes e eventos, ampliando tecnologias e usos das arenas.

Durante o evento São Paulo Innovation Week, entre 13 e 15 de maio, executivos debateram a transição das arenas para o mercado de entretenimento e a rentabilidade além do futebol. O painel Arena do Futuro discutiu a transformação dos estádios em unidades de negócio, com foco em custos, eficiência e uso de tecnologias. A ideia é conciliar calendário de jogos com grandes espetáculos.

Marcelo Frazão, vice-presidente de entretenimento da WTorre, citou o Nubank Parque como exemplo: o futebol é a âncora, mas não sustenta a operação por si só. O executivo enfatizou que a rentabilidade depende da capacidade de gerar múltiplos eventos ao longo do ano.

A Arena MRV, de Belo Horizonte, também foi assunto no debate. Leonardo Barbossa, que atua na gestão da Arena MRV pelo Atlético Mineiro SAF, afirmou que os estádios pós-Copa de 2014 já nasceram com visão multiuso, com durabilidade para acompanhar mudanças no consumo.

Segundo Barbossa, a segunda onda de estádios prioriza estruturas pensadas para receber diferentes formatos de uso, evitando a percepção de obsolescência. O objetivo é manter a infraestrutura atual relevante a longo prazo.

Experiência do consumidor e rentabilidade

Especialistas destacaram a necessidade de tratar o torcedor como consumidor integral. A gestão voltada apenas ao jogo pode deixar dinheiro na mesa, principalmente fora de dias de partida. Tecnologia é apontada como ferramenta para ampliar utilidade e fidelizar o público.

Marcelo Frazão comentou que a gestão deve buscar uma visão modernizada de negócios, com foco na rentabilidade associada à experiência do torcedor. Em vez de depender exclusivamente do futebol, as arenas devem explorar atividades diversas para gerar receita.

O tema também ganhou a visão de quem atua na infraestrutura esportiva. Sergio Schildt, presidente da Recoma, afirmou que o modelo ainda não atingiu o ápice. A aposta é ampliar rentabilização por meio de outros esportes e eventos, com soluções de rápida adaptação.

Avaliação de tendências

Os especialistas apontam que o setor trabalha para manter a relevância de arenas multifuncionais, capazes de servir como palco para shows, eventos corporativos e competições de modalidades diversas. A convergência entre entretenimento ao vivo e esportes é vista como caminho para longevidade financeira.

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