- Pepe, José Macía, nasceu em 25 de fevereiro de 1935 e atuou no Santos por 15 temporadas seguidas, entre 1954 e 1969, como ponta esquerda, ganhando o apelido Canhão da Vila.
- Ao longo do período, disputou mais de 740 partidas oficiais e marcou 403 gols, sendo o segundo maior artilheiro da história do clube, atrás de Pelé.
- Debutou em 1954, contra o Fluminense, pelo Torneio Rio-São Paulo; em 1955 marcou o gol decisivo contra o Taubaté que garantiu o título paulista.
- Foi fundamental na campanha da Libertadores de 1962 e nos títulos mundiais do Santos, além de conquistar dois mundiais com a Seleção Brasileira em 1958 e 1962; destacou-se por chutes potentes e cobrança de faltas.
- Encerrrou a carreira em 1969, deixando um legado de fidelidade e liderança silenciosa, com grande importância técnica e moral na era de ouro do Santos.
Pepe, José Macía, nasceu em 25 de fevereiro de 1935 e se tornou símbolo do Santos. Ao longo de 15 temporadas, entre 1954 e 1969, moldou a ponta esquerda da Vila Belmiro como território de referência. Chamado de Canhão da Vila, destacou-se pela força e técnica.
No Santos, Pepe não foi coadjuvante. Mesmo ao lado de Pelé, Coutinho e Dorval, teve papel decisivo, figurando entre os maiores artilheiros do clube. Registrou números que o colocam entre os principais goleadores de uma única equipe no Brasil.
A estreia profissional ocorreu em 1954, aos 19 anos, contra o Fluminense, no Torneio Rio-São Paulo. Logo mostrou personalidade e finalização fora do comum para uma ponta, abrindo caminho para momentos decisivos na carreira.
Formação e estreia
Pepe chegou às categorias de base do Santos no início dos anos 1950. Em 1952 e 1953 treinou sob Lula, preparando o clube para a Era de Ouro. Sua primeira marca expressiva veio em 1955, ao marcar o gol decisivo contra o Taubaté.
Ao longo de mais de 740 jogos oficiais pelo Santos, Pepe anotou 403 gols. A média ofensiva manteve-se alta por 15 temporadas, em competições estaduais, nacionais e internacionais. Guardava em caderno próprio as estatísticas de suas atuações.
O Canhão da Vila possuía um chute poderoso, com velocidades que chegavam a 120 km/h. Destacou-se em bolas paradas e livres diretos, incluindo gols decisivos na Copa Intercontinental de 1963 contra o Milan.
Destaques e títulos internacionais
Em 1962, Pepe integrou a campanha da primeira Copa Libertadores do Santos, vencendo o Peñarol em final memorável. Também esteve no elenco que conquistou o bicampeonato mundial, com vitórias sobre Benfica e Milan.
Paralelamente, foi bicampeão mundial pela seleção brasileira, em 1958 e 1962, solidificando status de elite internacional. Mantinha atuação estável mesmo diante da presença de grandes nomes do futebol brasileiro.
Ao longo da carreira, Pepe mostrou disciplina e liderança silenciosa. Recebeu o Prêmio Belfort Duarte pela esportividade. Mantinha-se relevante mesmo após perder a condição de titular absoluto.
A despedida, em 1969, encerrou um ciclo de 15 anos no Santos. Saiu como um dos maiores vencedores da história do clube, com mais de duas dezenas de títulos oficiais e legado técnico permanente.
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