Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cientistas alertam sobre calor na Copa e risco para jogadores

Cientistas alertam que medidas de calor da Copa de 2026 são inadequadas, aumentando o risco de danos graves à saúde de jogadores e demandando ações urgentes

A carta foi assinada por 20 cientistas de referência mundial - (crédito: BBC)
0:00
Carregando...
0:00
  • Cientistas de renome global enviaram uma carta aberta à Fifa dizendo que as medidas de segurança contra o calor para a Copa do Mundo de 2026 são inadequadas e podem colocar jogadores em risco.
  • Eles pedem adiamento ou suspensão de partidas quando o WBGT superar 28°C, pausas para resfriamento de pelo menos seis minutos e melhorias nos protocolos de resfriamento.
  • A carta aponta que, em 14 dos 16 estádios usados, as temperaturas podem ser perigosas, com máximas diárias entre 30°C e 35°C e picos próximos de 40°C em dias quentes no sul dos EUA e no norte do México.
  • A Fifa afirmou estar comprometida com a saúde e segurança, utiliza o WBGT como referência, e disse que há monitoramento em tempo real, mas não comentou diretamente a carta.
  • Um estudo da World Weather Attribution revela maior risco de calor na Copa de 2026 em comparação com 1994, estimando que cerca de um quarto das partidas podem ocorrer sob WBGT acima de 26°C e cinco jogos acima de 28°C.

Um grupo de cientistas de renome mundial enviou uma carta aberta à Fifa, afirmando que as medidas atuais de segurança contra calor para a Copa do Mundo masculina de 2026 são inadequadas e podem colocar jogadores em risco. Segundo eles, as diretrizes não acompanham as evidências científicas mais recentes.

Os signatários destacam que as regras em vigor não são compatíveis com o avanço do conhecimento técnico e com cenários de calor extremo que devem ocorrer na América do Norte. A carta ressalta a necessidade de revisão urgente para evitar danos à saúde dos atletas.

Além disso, os especialistas defendem mudanças rápidas, incluindo pausas de resfriamento mais longas e protocolos claros para adiar ou atrasar partidas em condições extremas. A ideia é tornar o torneio mais seguro sem prejuízo para o andamento das competições.

Medidas atuais e críticas

A Fifa mantém pausas obrigatórias de três minutos para resfriamento em cada tempo, em todas as partidas, além de bancos climatizados para equipes técnicas. A entidade utiliza o índice WBGT para avaliar o estresse térmico durante o torneio.

Para temperaturas elevadas, a Fifa afirma ter um modelo de mitigação do calor e suporte meteorológico ao longo da competição. O objetivo é orientar decisões em tempo real com base no WBGT e no calor previsto.

Especialistas acusam as diretrizes atuais de não refletirem o risco real em estádios ao ar livre na América do Norte, onde as temperaturas podem superar 30°C com alta umidade. A carta cita leituras de WBGT que podem elevar o estresse térmico a níveis perigosos para atletas de elite.

O que pedem os cientistas

Os 20 signatários pedem adoção imediata de medidas mais rigorosas, incluindo:

  • Adiamento ou suspensão de partidas quando o WBGT ultrapassar 28°C;
  • Pausas de resfriamento com duração mínima de seis minutos;
  • Estruturas de resfriamento aprimoradas para jogadores;
  • Atualizações frequentes das diretrizes com base em evidências recentes, alinhadas aos padrões do FIFPRO.

A carta também sugere que a FIFA adote padrões propostos pelo FIFPRO, o sindicato internacional de jogadores.

Contexto climático da Copa 2026

A aposta é que o calor e a umidade severa afetem partidas em EUA, Canadá e México durante o verão. Uma análise recente aponta que cerca de um quarto dos jogos pode ocorrer com WBGT superior a 26°C, e até cinco confrontos podem ultrapassar 28°C, condições associadas a riscos significativos para os atletas.

O estudo indica ainda que o risco de condições extremas quase dobrou desde a Copa de 1994, realizada na mesma região, aumentando a necessidade de medidas eficaz de proteção.

Resposta da Fifa

A Fifa não comentou diretamente a carta, mas informou que utilizará um “modelo escalonado de mitigação do calor” durante o torneio. A organização destaca monitoramento meteorológico central e regional, com decisões orientadas pelo WBGT.

A entidade afirma que o calendário leva em conta o clima, com horários de início ajustados e prioridade para estádios cobertos quando as condições são mais quentes. Também menciona ações para reduzir deslocamentos e ampliar dias de descanso conforme avaliação de risco.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais