- Edmundo chegou ao Vasco em 1992, brilhou na estreia e ajudou o clube a conquistar o Carioca invicto, somando 32 jogos e 24 gols no primeiro ano.
- O auge veio em 1997: artilheiro do Brasileirão com 29 gols em 28 jogos, episódio histórico com seis gols em uma partida contra o União São João e três gols na semifinal contra o Flamengo, além da Bola de Ouro da Placar.
- Ao longo das passagens pelo clube, soma 244 jogos e 138 gols, consolidando-se como um dos maiores artilheiros da história cruzmaltina na década de noventa.
- Em 1999 retornou ao Vasco e participou do período de grande projeção que levou o time ao Mundial de Clubes de 2000, com atuações que ficaram marcadas em jogos de alto peso, como o duelo com o Manchester United.
- Em 2008 encerrou a carreira no Vasco em meio ao rebaixamento, mas teve despedida em São Januário em 2012, mantendo a relação de identificação com a torcida.
Edmundo Alves de Souza Neto, atacante de Niterói, ficou conhecido como o “Animal” do Vasco por décadas de intensidade e gols decisivos. Sua passagem pelo clube moldou uma era marcada por gols, provocações e protagonismo. O tema que domina a história é a relação dele com São Januário.
Entre 1992 e 1999, Edmundo teve várias chegadas e retornos ao Vasco, sempre com forte identificação com a torcida. Em campo, parecia ditar o ritmo das partidas, seja pela finalização, pela mobilidade ou pela capacidade de envolver rivais. Assim, o time girava em torno dele.
A estreia e o impacto imediato em 1992
Edmundo chegou ao profissional do Vasco em 1992 e chamou atenção já na estreia no Pacaembu, contra o Corinthians. Logo no primeiro ano completo, somou 32 jogos e 24 gols, ajudando o Vasco a conquistar o Carioca invicto e chegando à Seleção Brasileira.
A saída para o Palmeiras em 1993 interrompeu o ciclo inicial, mas o vínculo permaneceu. O clube entendeu que Edmundo voltaria em momentos decisivos, o que acabou ocorrendo ao longo da década.
1996 e 1997: o auge do “Animal” e a temporada histórica
O retorno em 1996 reacendeu a estrela, com gols e atuações marcantes em clássicos. O auge veio em 1997, quando foi artilheiro isolado do Brasileirão com 29 gols em 28 jogos, superando a média de um gol por partida.
Dois capítulos entraram para o folclore: os seis gols contra o União São João, recorde de gols em uma partida do Brasileiro, e os três gols na semifinal contra o Flamengo, em 4 a 1. A temporada consolidou Edmundo como jogador completo, com finalizações, assistências e protagonismo.
Reconhecimento e peso histórico
Ao fim de 1997, Edmundo recebeu a Bola de Ouro da revista Placar. A temporada é lembrada por muitos vascaínos como a maior atuação individual do clube na era moderna, coroando o atacante como símbolo da era.
Estatísticas e impacto pelo Vasco
Ao longo de cinco passagens, Edmundo soma 244 jogos e 138 gols pelo Vasco, consolidando-se entre os maiores artilheiros. Nos anos 1990, anotou 90 gols, destacando-se pela regularidade ofensiva e pela participação em momentos decisivos.
Paralelamente, sua presença repetida em jogos grandes ampliou o peso emocional do vínculo com a torcida, com atuações que entraram na memória coletiva do clube.
Retornos, Mundial de 2000 e fases decisivas
Em 1999, Edmundo retornou ao Vasco em operação de alto impacto financeiro e esportivo. Voltou a protagonizar decisões importantes, em especial pelos bons momentos no Carioca e em clássicos.
O Mundial de Clubes da FIFA de 2000 consolidou seu conceito de jogador capaz de brilhar sob holofotes. O Vasco teve atuações memoráveis, incluindo confrontos contra o Manchester United, e um mata-mata final contra o Corinthians, decidido nos pênaltis.
O último capítulo em 2008 e a despedida em São Januário
Em 2008, Edmundo encerrou a trajetória no Vasco. Embora tenha sido artilheiro no Brasileirão e goleador da Copa do Brasil, o clube viveu o rebaixamento naquele ano, marcando o fim de uma era. Em 2012, houve jogo festivo em São Januário para celebrar a relação com a torcida.
Títulos de Edmundo pelo Vasco
Entre os títulos, destacam-se o Campeonato Brasileiro de 1997, além de conquistas estaduais e turnos do Carioca. Em todas as camadas, Edmundo atuou como protagonista, decisivo e motor emocional do time.
Entre na conversa da comunidade