- Neymar foi relacionado como titular substituído na derrota do Santos por 3 a 0 para o Coritiba, sua última atuação antes da convocação para a Copa do Mundo.
- Ana Paula Oliveira, comentarista de arbitragem do UOL, afirma que a placa eletrônica de substituição prevalece sobre a papeleta de alterações.
- A papeleta serve apenas para registro e controle do procedimento; cabe à comissão técnica preencher esse documento.
- O árbitro Paulo César Zanovelli da Silva diz que houve confirmação verbal da substituição pelo quarto árbitro e pelo auxiliar do Santos, e que houve protocolo com a papeleta.
- O Santos levantou protestos e houve troca de acusações entre o auxiliar César Sampaio e o árbitro, com alegação de número incorreto na papeleta.
A substituição de Neymar na derrota do Santos por 3 a 0 para o Coritiba na noite de ontem foi o último lance do camisa 10 em campo antes da convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. O episódio gerou polêmica dentro do elenco santista e envolve interpretação de documentos de troca.
A troca de acusações se tornou pública entre o auxiliar César Sampaio e o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva. O Santos contesta a condução do protocolo, enquanto Zanovelli descreve a sequência de confirmações verbais antes da substituição. O histórico disputa o foco do caso.
Para a comentarista de arbitragem do UOL, Ana Paula Oliveira, a regra aponta para a placa eletrônica como instrumento primordial de substituição. Ela explica que a papeleta serve apenas para registro e controle, elaborada pela comissão técnica.
Papeleta x placa: como fica o procedimento
A súmula do árbitro afirma que o quatro árbitro recebeu instruções verbais de César Sampaio sobre a entrada de Neymar. Em seguida, o quarto árbitro conferiu com o Santos antes de levantar a placa, segundo o relato oficial.
Segundo Zanovelli, houve confirmação verbal e gestual do Santos, ainda durante o preenchimento do documento com o delegado da partida. O técnico da Santos teria recebido orientação de que a numeração estava correta, o que diverge do que foi informado previamente.
O conjunto de informações aponta para um conflito entre o que consta na papeleta de alteração e a assinatura verbal da comissão técnica. A defesa de Santos sustenta que houve erro no procedimento, que se refletiu na mudança de número anunciada na placa.
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