- A camisa oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo custa R$ 749,99, a mais cara entre os oito países campeões.
- No Brasil, o preço corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial (US$ 859, equivalente a R$ 4.289).
- A BBC News Brasil adotou dados do Banco Mundial para a comparação entre países, mantendo a referência na renda média para medir o peso do valor na população.
- Em dólar, o preço é US$ 149,1, o segundo mais baixo entre os oito campeões, ficando acima apenas da Argentina (US$ 107,5). Ainda assim, no peso da renda, o Brasil é o mais oneroso.
- Historicamente, o valor da camisa subiu acima da inflação: 1998, custo de R$ 84; entre 2014 e 2018 houve alta de 36,7%, entre 2018 e 2022 de 55,6%, e de 2022 a 2026 houve alta de 7,1%.
A camisa oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 está a R$ 749,99 nas lojas oficiais. A BBC News Brasil avaliou o custo relativo, cruzando preço com a renda média de oito campeões mundiais.
A metodologia compara o preço da camisa com a renda média per capita. No Brasil, a Nam assim, usa dados do Banco Mundial: renda de US$ 859 (aprox. R$ 4.289). O cálculo considera o PIB convertido em dólares dividido pela população.
O Banco Mundial foi adotado para padronizar a comparação entre países, já que o IBGE usa renda líquida em sua PNAD Contínua. Assim, a estimativa brasileira corresponde a 17,5% da renda mensal per capita.
Comparação entre países
Entre os campeões, a camisa representa 3,7% da renda em Alemanha, 4% na Inglaterra, 4,8% na França, 5,2% na Itália e 5,9% na Espanha. Argentina e Uruguai também ficam acima, com 9,2% e 9,9%, respectivamente.
No Brasil, o custo relativo chega a 17,5% da renda per capita segundo o WB, o que o torna o mais oneroso entre os oito campeões. O preço absoluto fica em US$ 149,1, segundo a conversão das cotações usadas na reportagem.
Histórico de preços e impactos
Historicamente, a camisa brasileira sempre teve preço elevado. Em 1998, custava R$ 84, representando 64,6% do salário mínimo da época. A inflação não justifica plenamente a alta atual.
Entre Copas, o ajuste ficou acima da inflação. De 2014 para 2018 houve alta de 36,7%; de 2018 para 2022, 55,6%. Para 2026, o aumento foi de 7,1%, ainda acima da inflação oficial.
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