- Faturamento dos clubes da Série A atingiu R$ 14,9 bilhões em 2025, aumento de 33% em relação a 2024, consolidando o futebol brasileiro como grande indústria de entretenimento.
- Dívida líquida subiu para R$ 14,3 bilhões em 2025, alta de 15%, com custos operacionais (+30%) e inflação da competitividade impulsionando gastos.
- Patrimônio total dos clubes chegou a R$ 47,4 bilhões; Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense responderam por 49% da arrecadação da Série A em 2025.
- Mirassol destacou-se entre equipes de menor orçamento, terminando o Brasileirão na quarta posição com a 19ª maior receita, considerado o “unicórnio” financeiro da temporada.
- Corinthians entra em situação mais delicada de endividamento, ligado ao financiamento da Neo Química Arena, com problemas fiscais e trabalhistas; Atlético-MG, Botafogo e Fluminense também aparecem com dívidas relevantes.
Os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro registraram faturamento recorde de 14,9 bilhões de reais em 2025, segundo levantamento da Ernst & Young divulgado pela Forbes. O valor representa crescimento de 33% frente a 2024, consolidando o futebol brasileiro como uma das maiores indústrias de entretenimento do país.
Apesar da alta das receitas, o endividamento líquido da Série A também avançou, para 14,3 bilhões de reais em 2025. Especialistas chamam esse movimento de “inflação da competitividade”, por conta de investimentos crescentes em elencos, salários e infraestrutura. Os custos operacionais subiram 30% no último ano.
Cenário financeiro agregado
O patrimônio total dos clubes brasileiros atingiu 47,4 bilhões de reais, segundo o relatório Finanças e Valuation dos Clubes 2025, da Sports Value. O cálculo inclui marcas, estádios, centros de treinamento e elencos, destacando concentração de receitas em poucos clubes.
Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense responderam juntos por 49% de toda a arrecadação da Série A em 2025, evidenciando a formação de uma elite econômica no futebol nacional, impulsionada por SAFs, premiações continentais e vendas internacionais de atletas.
Destaques por clubes
Entre as equipes de menor orçamento, Mirassol se destacou ao terminar a temporada na quarta posição, apesar de ter a 19ª maior receita. O clube foi apontado como o principal exemplo de eficiência financeira da liga.
Entre os clubes de maior endividamento, Corinthians surge como case mais delicado, com dívidas associadas ao financiamento da Neo Química Arena, além de passivos fiscais e trabalhistas. Receitas de bilheteria, camarotes e eventos aparecem impactadas por esse financiamento junto à Caixa Econômica Federal.
Atlético-MG, Botafogo e Fluminense também concentram parcelas relevantes de endividamento brasileiro. No caso do Atlético-MG, a dívida líquida equivale a 3,44 vezes a receita anual, mesmo com a transformação em SAF.
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