Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

FFU e o acordo ganha-ganha dos direitos de transmissão do Brasileirão

FFU reúne clubes em negociação coletiva de direitos de transmissão do Brasileirão, elevando receitas, reduzindo desigualdades e ampliando a oferta de jogos ao torcedor

O novo formato abrigou vários veículos e plataformas, abrindo as portas para mais concorrência, patrocinadores, profissionais especializados, público/audiência, diz o articulista; na imagem, criada com IA, câmera transmitindo partida de futebol em estádio
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2022, clubes criaram a FFU/Condomínio Forte União para negociar coletivamente os direitos de transmissão do Brasileirão, unindo 33 agremiações.
  • A venda passou a ser em bloco, com LiveMode responsável pela Série A e Peak pela Série B, e investidores da Sports Media Entertainment contribuíram com mais de R$ 2,2 bilhões.
  • A distribuição ficou em 45% igualitária, 30% conforme a classificação no Brasileirão e 25% pela audiência, buscando maior equilíbrio entre os clubes.
  • No primeiro ciclo, de 2025 a 2029, a valorização dos direitos é estimada em 110%, com pacotes multicanal atraindo players globais.
  • Em 2024 as diferenças entre ganhos entre clubes eram maiores; em 2025 a disparidade entre o que mais recebeu e o menos ficou em 1,97 vez, frente a 6 vezes em 2024. O acordo envolve 33 clubes, com mais jogos disponíveis e torneio mais competitivo.

Futebol brasileiro passa por uma transformação na negociação dos direitos de transmissão do Brasileirão. Em 2022, clubes se uniram para ampliar receitas, reduzir desigualdades entre eles e atrair novos players. O movimento deu origem à FFU, a Liga Forte União, hoje uma associação civil sem fins lucrativos.

A compra coletiva dos direitos de TV envolve séries A e B. A operação saiu da prática anterior de negociações individuais, com o objetivo de equilibrar condições diante de maiores grupos de mídia.

Para tocar as negociações, foram contratadas equipes especializadas: LiveMode cuida da Série A e Peak, parceira da La Liga, cuida da Série B. Essa seleção formalizadora busca profissionalizar a gestão dos direitos.

Os clubes, por meio de investidores, alienaram de 10% a 20% de parte de seus direitos a uma empresa parceira, a Sports Media Entertainment. O acordo total envolve mais de 2,2 bilhões de reais, marco histórico no setor.

A estrutura jurídica do empreendimento foi organizada no Condomínio Forte União (CFU), que agrega a FFU e os investidores. A governança busca maior transparência na divisão de receitas entre as agremiações.

O objetivo é ampliar a receita, melhorar a distribuição de recursos e permitir que todos disputem o campeonato com times mais equilibrados. As negociações em bloco visam ampliar o valor agregado do produto futebol.

A divisão de receitas ficou acordada em 45% de forma igualitária, 30% conforme a classificação do Brasileirão, com base nas últimas três edições, e 25% pela audiência televisiva. A distribuição favorece menos a distorção entre equipes.

Em 2025, o clube que mais recebeu no bloco da Série A teve ganhos 1,97 vez superiores aos que receberam menos. Em 2024, com negociação individual, a diferença foi muito maior, chegando a 6 vezes.

A valorização dos direitos no primeiro ciclo (2025-2029) foi estimada em 110%. Pacotes foram criados para diferentes plataformas, aumentando a concorrência e atraindo players globais pela primeira vez.

Ao longo do processo, 33 clubes passaram a negociar em bloco, com apoio de especialistas. A mudança gerou mais recursos para os clubes e benefícios indiretos para o ecossistema: transmissão mais diversificada e maior divulgação do Brasileirão.

Para o torcedor, o impacto mais perceptível ocorreu em 2024, quando duas partidas por rodada passaram a ser transmitidas gratuitamente. Em 2025, esse número quase dobrou, ampliando o alcance das partidas.

O movimento é visto como um ganho conjunto: mais receitas para os clubes, competição mais equilibrada e maior oferta de jogos para o público, com entrada de novos veículos e plataformas. A tendência aponta para mais avanços no ciclo 2030-2034.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais