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Gigante francesa com 350 mil vagas no Brasil mira estádios

Indigo inicia operação 100% digital em estacionamentos de arenas, assume Mineirão e Serra Dourada, mira faturamento de R$ 2 bilhões em 2026

Thiago Piovesan, CEO da Indigo no Brasil: "A gente precisa ter vários estacionamentos dentro do mesmo estacionamento, de diferentes modelos ao longo da jornada" (Indigo Brasil/Divulgação)
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  • A Indigo fechou contratos para operar estacionamentos do Mineirão, em Belo Horizonte, e do Serra Dourada, em Goiânia, somando-se à Neo Química Arena, do Corinthians, no portfólio; são mais de 11.000 vagas ao todo.
  • No Mineirão, a Indigo estreia operação 100% digital, sem recebimento de dinheiro em espécie; mais de 92% dos veículos chegam com vaga reservada pelo aplicativo.
  • A empresa aposta em arenas multiuso, com diferentes modelos de estacionamento ao longo da jornada, conforme o tipo de evento (jogo, show, festival, evento corporativo).
  • Usa ferramenta de tarifação dinâmica para ajustar preços e configuração da operação, já aplicada em aeroportos, com foco em aumentar receita e personalizar a oferta.
  • A meta é atingir faturamento de 2 bilhões de reais no Brasil em 2026, apoiada pela expansão em projetos de reformulação e novas concessões, com o Brasil sendo o segundo maior mercado da Indigo global.

A Indigo, gigante francesa de gestão de estacionamentos, ampliou atuação no Brasil com contratos nos estádios Mineirão, em Belo Horizonte, e Serra Dourada, em Goiânia, somando mais de 11 mil vagas ao portfólio nacional. A operação brasileira já é a terceira maior do grupo no mundo, atrás apenas de França e Espanha. A empresa também opera a Neo Química Arena desde 2018.

No Mineirão, a Indigo estreia um modelo 100% digital, sem recebimento de dinheiro em espécie no local. Mais de 92% dos torcedores chegam com vaga reservada via aplicativo, reduzindo filas e agilizando a entrada. O Serra Dourada entra em operação integrada desde o início do projeto de concessão, oferecendo planejamento similar no entorno.

A expansão da Indigo no Brasil faz parte de uma estratégia de arenas multiuso, que atendem futebol, shows e grandes eventos em diferentes formatos. Cada tipo de evento demanda ajustes de capacidade, tarifas e fluxo de pessoas dentro do estacionamento.

A empresa utiliza uma ferramenta de tarifação dinâmica, já testada em aeroportos, para ajustar preços conforme sazonalidade, clima, eventos na cidade e tempo de permanência. A prática, quando implementada, tem mostrado aumento de receita em outros ativos.

A Indigo também coleta dados de recorrência, trajeto e preferências, com vistas a personalizar ofertas e criar áreas premium com acesso direto a setores específicos. A meta para 2026 é chegar a 2 bilhões de reais de faturamento no Brasil.

Até o momento, a Indigo já administra a Neo Química Arena desde 2018, e o Mineirão e o Serra Dourada passam a consolidar a atuação em arenas esportivas no país. O grupo aponta que o Brasil é o segundo maior mercado em capital humano entre suas operações, atrás apenas da França.

Segundo o CEO da Indigo no Brasil, Thiago Piovesan, o objetivo é ter vários estacionamentos dentro de um mesmo espaço, com modelos diferentes ao longo da jornada do torcedor. A companhia pretende ampliar a presença em projetos de reformulação e novas concessões, conforme a disponibilidade contratual.

A implantação do modelo 100% digital no Mineirão é visto como referência para futuras operações. O planejamento permite dimensionar a força de trabalho, a alocação de vagas e a priorização de áreas antes dos eventos, otimizando a experiência do público.

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