- Guilherme Wisnik afirma que a convocação da seleção brasileira evidencia o desaparecimento do meio-campo, setor criativo e de organização do jogo.
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- O professor destaca a tradição de jogadores que atuavam como “cérebro criativo” da equipe, citando nomes históricos.
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- Para Wisnik, a ausência de articuladores no futebol dialoga com a política brasileira, marcadas por falta de mediação e de construção de consensos.
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- Ele rejeita a ideia de uma “terceira via” e afirma que a comparação entre extremos de direita e esquerda é simplificadora; aponta extrema-direita radicalizada e um governo centralista.
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- A analogia tem limites, mas orienta a percepção de desafios de articulação e organização coletiva tanto na seleção quanto no país.
A convocação da seleção brasileira pelo técnico Carlo Ancelotti abriu espaço para uma reflexão do docente Guilherme Wisnik sobre paralelos entre o futebol e a política brasileira. A análise foca no que ele chama de desaparecimento do meio-campo, setor tradicionalmente criativo.
Wisnik relembra jogadores históricos como Zico, Sócrates, Falcão e Gerson para ilustrar a função de cérebro criativo da equipe. Segundo o professor, a ausência de articuladores reduz a capacidade de construir jogadas coletivas.
Para ele, a falta de mediação no futebol reflete a dinâmica política do país, marcada por extremos. O cenário, conforme Wisnik, privilegia ataque e defesa sem espaços para consenso ou articulação institucional.
Contexto político e limitações da comparação
O professor afirma que não há uma simples solução de terceira via. A comparação entre extremos de direita e esquerda é considerada arriscada, pois hoje haveria uma direita radicalizada e um governo com atuação centrada.
Ele ressalta que a analogia entre futebol e política tem limites, ainda que a ausência de articulation seja um tema comum aos dois universos. O enfoque permanece na necessidade de organização coletiva para enfrentar os desafios atuais.
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