- Exposição Amarelinha estreia no Museu do Futebol, em São Paulo, nesta sexta-feira (22, e fica em cartaz até 6 de setembro.
- A mostra apresenta 18 camisas originais de Copas do Mundo entre 1958 e 2022, incluindo a usada por Pelé na final de 1970.
- A história da camisa canarinho começa após o Maracanazo de 1950, quando o uniforme branco deu lugar ao amarelo com verde e azul, conforme projeto vencedor de Aldyr Schlee.
- A estreia da Amarelinha em campo ocorreu em 28 de fevereiro de 1954, contra o Chile, pelas eliminatórias, e na Copa do Mundo de 1954 foi a estreia na competição; desde então a camisa não deixou de ser a principal da seleção.
- O ingresso custa R$ 24, com entrada gratuita às terças-feiras; a mostra é dividida em três eixos: Antes da Amarelinha; Camisa: vestimenta, expressão, documento; e Seleções e Copas.
A mostra Amarelinha chega ao Museu do Futebol, em São Paulo, nesta sexta-feira (22). A exposição resgata a história da camisa canarinho, símbolo da seleção brasileira, desde a transição do uniforme branco para o amarelo com detalhes verdes. O objetivo é apresentar fatos, objetos e contextos que moldaram a identidade da equipe.
A evolução da camisa tem marco central em 1950, quando o Brasil perdeu o Maracanazo e ficou sem a camisa amarela. A partir de concurso promovido pela CBD e pelo Correio da Manhã, a proposta vencedora criou o modelo atual: amarelo ouro, gola e punhos verdes e calção azul. O branco ficou apenas nos meiões.
A estreia da Amarelinha ocorreu em 28 de fevereiro de 1954, em vitória de 2 a 0 sobre o Chile, pelas eliminatórias da Copa. A primeira participação em Copas com esse modelo foi em 1954. Desde então, a camisa não deixou mais a equipe principal.
A curadoria destaca que o uso da amarelinha ganhou tons de sorte e de Brasilidade ao longo das décadas, especialmente após conquistas em 1962. O conjunto passou a representar alegria e festa associadas ao esporte no imaginário popular.
Exposição
A mostra, com 18 camisas de lendas do futebol brasileiro, fica em cartaz até 6 de setembro. Entre as peças, estão modelos usados por Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr. As peças vieram de cinco colecionadores e estão distribuídas em três eixos temáticos: Antes da Amarelinha; Camisa: vestimenta, expressão, documento; e Seleções e Copas.
Entre os itens, está a camisa usada pelo Rei Pelé na final de 1970, contra a Itália, durante o tricampeonato. O ingresso custa R$ 24, com entrada gratuita às terças-feiras. O museu recomenda consulta ao site para informações atualizadas.
Marília Bonas, diretora técnica do Museu do Futebol, detalha a evolução têxtil da peça, de algodão pesado a materiais mais tecnológicos. A camisa atual costuma ser produzida para uso único, refletindo avanços de design e fabricação.
Mauro Silva, ex-jogador da Copa de 1994, reforça o significado da Amarelinha além das fronteiras nacionais. Em sua avaliação, a camisa representa patrimônio mundial e continua a influenciar fãs ao redor do globo.
A mostra oferece contexto histórico, personagens e curiosidades sobre a identidade visual da seleção e suas mudanças ao longo do tempo. As peças ajudam a entender por que o amarelo se tornou símbolo tanto no Brasil quanto no exterior.
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