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MP notifica CBF e investiga Federação Alagoana dirigida por filho de diretor

MP de Alagoas instaura procedimento para apurar irregularidades na FAF e institutos ligados; CBF é notificada e tem prazo para esclarecer

Crédito: Estadão
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  • O Ministério Público de Alagoas abriu procedimento para apurar irregularidades envolvendo a Federação Alagoana de Futebol e dois institutos ligados à entidade, o IFPP e o IFAGP, com FAF e CBF notificados para esclarecer.
  • A investigação teve origem em denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do MP, baseada em reportagem do LANCE! sobre uso de recursos públicos, transparência e possíveis conflitos de interesse.
  • O presidente da FAF desde 2015, Felipe Feijó, foi alvo de investigação de fato, enquanto Gustavo Feijó afirma não ter relação com a gestão do filho; Gustavo é diretor de futebol masculino da CBF.
  • A FAF negou vínculo institucional com o IFAGP e afirmou que não há empréstimos registrados com o IFPP; a CBF não respondeu até a publicação.
  • A CBF, que repassa recursos às federações, pagou mais de R$ 42 milhões em 2025; a FAF informou ter recebido R$ 1,73 milhão em 2024 e R$ 2,4 milhões em 2024 (valores conforme balanços), enquanto o MP pediu esclarecimentos sobre repasses, governança e controles.

O Ministério Público de Alagoas abriu um procedimento para apurar possíveis irregularidades envolvendo a Federação Alagoana de Futebol, a FAF, e institutos ligados a ela, o IFPP e o IFAGP. A notificação foi dirigida à FAF e à CBF para prestarem esclarecimentos.

A denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do MP indica uso inadequado de recursos públicos, falta de transparência em prestações de contas e movimentos financeiros incompatíveis com as finalidades declaradas. A oitiva foi embasada em reportagem do LANCE! publicada no fim de abril.

Felipe Feijó preside a FAF desde 2015 e foi reeleito para mandato até 2031. Gustavo Feijó, hoje diretor de futebol masculino da CBF, afirma não manter relação com a FAF desde a sua saída da presidência. A CBF não confirmou posicionamento até o momento.

Investigação e posições relevantes

O MP instaurou o procedimento administrativo em 18 de maio e notificou FAF e CBF no dia 19, solicitando informações detalhadas sobre vínculos com IFPP e IFAGP, repasses, auditorias e governança. O prazo para resposta é de 20 dias.

A FAF negou vínculo institucional com o IFAGP e afirmou não registrar empréstimos com o IFPP. A entidade sustenta que FAF e IFPP possuem personalidades jurídicas distintas e atuam de forma complementar. As informações sobre recursos foram apresentadas pela federação com base em termos de fomento entre 2024 e 2026.

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