- Fernando Akaoui defendeu o presidente da Comissão do Estatuto, Celso Pires, após o episódio em que Pires dormiu durante reunião virtual, atribuída a exaustão por fuso horário.
- Akaoui afirmou que o fato não desqualifica Pires e que houve manipulação do incidente para desmerecer o trabalho da Comissão do Estatuto.
- Também houve relato de que um conselheiro afirmou ter chegado armado à Vila Belmiro; Akaoui disse que não incentiva nem permite armas no plenário e prometeu conversar com Eduardo Filetti.
- A Comissão do Estatuto recuou em dois pontos polêmicos: manteve três anos de associação para direito a voto e dispensou a exigência de dez anos de vínculo para candidatura, mantendo teto de cinco anos.
- Foi aprovado o capitulo que amplia a participação societária para até oitenta por cento em eventual transformação do Santos em Sociedade Anônima do Futebol; a votação do novo regimento interno foi suspensa e continuará na próxima quinta-feira.
O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Fernando Akaoui, saiu em defesa de Celso Pires, responsável pela reforma do regimento interno. Pires foi flagrado dormindo durante uma reunião realizada de forma virtual, gesto que viralizou entre torcedores contrários às mudanças em votação desde 18 de maio. Akaoui diz que o episódio ocorreu em momento de exaustão e que não reflete o trabalho dele.
Segundo Akaoui, o relacionamento de Pires com o clube e com interlocutores externos é amplo, inclusive com fuso horário diferente. O presidente do Conselho afirmou que a situação pode ter acontecido apenas uma vez, em decorrência da carga de trabalho e de compromissos internacionais. Ele reforçou que o episódio não é desrespeito ao Conselho ou ao Santos.
Akaoui também comentou sobre uma declaração de Eduardo Filetti, conselheiro que afirmou ter chegado ao estádio armado. O mandatário disse que não há código de conduta formal que nuca permita armas no plenário e que haverá conversa para esclarecer o ocorrido. Filetti é visto como uma peça antiga no clube, segundo o presidente.
Recuo nos prazos e avanço da SAF
As reuniões da semana trouxeram mudanças relevantes para o estatuto. A Comissão do Estatuto recuou em dois pontos polêmicos: manteve em três anos o prazo para que o sócio tenha direito a uso de voto, não ampliando para cinco; também não avançou a exigência de dez anos de associação para candidatura a conselheiro, mantendo o teto de cinco anos.
Foi aprovado, ainda, o capítulo que amplia a participação societária para até 80% em cenário de transformação em Sociedade Anônima Fechada (SAF). Anteriormente, a venda máxima permitida era de 49% das ações. A votação do novo regimento interno foi suspensa na noite de quinta-feira e deverá continuar na próxima quinta, dia 28.
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