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Seleção da RD Congo fará isolamento de 21 dias antes da Copa por Ebola

Seleção da RD Congo ficará em isolamento de 21 dias na Bélgica antes de viajar aos EUA para a Copa do Mundo, sob vigilância sanitária e restrições de fronteira

Torcida da República Democrática do Congo, antes da disputa da Copa do Mundo — Foto: REUTERS/Abdelmjid Rizkou
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  • A seleção da República Democrática do Congo precisa cumprir isolamento de 21 dias na Bélgica antes de viajar para Houston, onde disputará a Copa do Mundo, conforme orientação da Força-Tarefa da Casa Branca.
  • A delegação permanece isolada para manter a bolha e evitar riscos de contágio ao chegar aos Estados Unidos.
  • O surto de Ebola no leste da RD Congo já provocou 177 mortes e cerca de 750 casos suspeitos; não há vacina nem tratamento específico para a cepa Bundibugyo.
  • O CDC proibiu a entrada de viajantes que estiveram no Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias; a FIFA monitora a situação com a federação congolesa e autoridades.
  • A RD Congo compõe o Grupo K, com Colômbia, Portugal e Uzbequistão; a estreia é contra Portugal no dia 17 de junho, em Houston.

A seleção da República Democrática do Congo terá de cumprir um isolamento de 21 dias antes de viajar aos Estados Unidos para a Copa do Mundo. Os jogadores, que treinam na Bélgica, recebem instrução para permanecerem isolados até o embarque para Houston, marcado para 11 de junho. A medida visa manter a “bolha” sanitária da delegação.

A decisão foi comunicada pelo diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para o Mundial, que enfatizou a necessidade de evitar qualquer contato com o entorno norte-americano. A estrutura governamental quer evitar que o surto de Ebola entre ou se aproxime das fronteiras dos EUA durante o torneio.

A Federação congolesa e autoridades sanitárias têm contato com a FIFA e com órgãos internacionais para monitorar a situação. A FIFA acompanha o surto e busca garantir a segurança de todos os envolvidos no evento, em coordenação com OMS, CDC e autoridades dos países-sede.

Contexto da crise de saúde

O surto na região leste do Congo já acumulou 177 mortes e cerca de 750 casos suspeitos. A cepa Bundibugyo não possui vacina ou tratamento específico segundo o panorama da OMS, que aponta a expectativa de solução em cerca de dois meses.

O CDC dos EUA impôs restrições de viagem para pessoas que estiveram no Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias, afetando a entrada de torcedores. Medida busca reduzir riscos sanitários durante a Copa.

A participação congolesa continua considerada segura pela organização; o time integra o Grupo K, ao lado de Colômbia, Portugal e Uzbequistão. A estreia está marcada para 17 de junho, contra Portugal, em Houston. As autoridades destacam que a situação é monitorada continuamente.

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