- A seleção brasileira foi à Copa do Mundo de 1954 na Suíça com o uniforme amarelo e novas ideias de jogo, mas manteve o esquema WM em 3-2-2-3 sob o comando de Zezé Moreira.
- As Eliminatórias, pela primeira vez na América do Sul, foram vencidas pelo Brasil com quatro triunfos sobre Chile e Paraguai, entre fevereiro e março de 1954.
- O Brasil estreou com goleada sobre o México (5 a 0). Na segunda partida, empate com a Iugoslávia, e os jogadores acreditaram estar eliminados até a notícia de classificação ser anunciada por Jô Soares, então com 16 anos.
- Nas quartas de final, o Brasil foi eliminado pela Hungria em Berna, em jogo marcado pela chuva, gols de Hidegkuti, Kocsis e, no fim, expulsões de Nilton Santos e Bozsik; Tozzi também foi expulso e Kocsis fechou o placar.
- A repercussão apontou críticas à convocação de Humberto e às ausências de Zizinho e Ademir; o Brasil terminou em sexto lugar, com Didi, Júlio Botelho e Pinga como artilheiros do time, com dois gols cada.
A Copa do Mundo de 1954, disputada na Suíça, marcou o renascimento da seleção brasileira após a derrota de 1950. O Brasil chegou com mudanças: novo uniforme amarelo, gestão de Zezé Moreira e ideias de jogo inspiradas no futebol europeu, ainda sob o esquema WM 3-2-2-3.
A preparação teve novidades. Eliminatórias pela primeira vez na América do Sul, com quatro vitórias sobre Chile e Paraguai, em Santiago, Assunção e no Maracanã. A participação foi histórica, pela primeira vez disputada na região, sem boicotes.
Apoiado pela renovação promovida por Moreira, o Brasil contava com a base do Fluminense e destaques da Portuguesa. Ausências chamaram atenção: Jair, Zizinho e Ademir de Menezes ficaram de fora, enquanto Didi, Nílton Santos e Baltazar vinham como pilares do elenco.
Estreia brasileira foi contra o México, com goleada de 5 a 0. Baltazar abriu o placar, seguido por Didi, Pinga e Julinho Botelho. No segundo jogo, a Iugoslávia abriu o placar, empatou com Didi e o Brasil não conseguiu a virada na prorrogação.
Na fase de grupos, o confronto com a Iugoslávia terminou empatado, o que deixou o time brasileiro inseguro sobre a classificação. A notícia da classificação chegou pelas mãos de Jô Soares, à época com 16 anos, que traduziu o regulamento para os atletas.
A batalha de Berna definiu a seleção nas quartas de final diante da Hungria, favorita da competição. Em chuva intensa, a Hungria abriu o placar com Hidegkuti e Kocsis. O Brasil descontou com pênalti convertido por Djalma Santos, porém os húngaros ampliaram.
No segundo tempo, novo pênalti favorável aos húngaros resultou no terceiro gol. O Brasil reagiu com mais um chute de Julinho Botelho, mas as expulsões, entre Nilton Santos e Bozsik, marcaram a partida. Kocsis fechou o placar nos minutos finais.
A eliminação gerou críticas à convocação de Humberto Tozzi e à ausência de Zizinho e Ademir. A imprensa internacional também apontou mudanças no time em comparação ao de 1950. A Alemanha Ocidental sagrou-se campeã ao vencer a Hungria na final.
Convocados e desempenho: o Brasil encerrou a Copa em sexto lugar. Didi, Julinho Botelho e Pinga dividiram a artilharia brasileira, com dois gols cada. A campanha teve vitórias sobre México (5×0) e empate com Iugoslávia (1×1), além da derrota para a Hungria (2×4).
Ficha técnica
Campeão: Alemanha Ocidental
Vice-campeão: Hungria
Final: Alemanha Ocidental 4 x 2 Hungria
Artilheiro da Copa: Sándor Kocsis (Hungria) – 11 gols
Colocação do Brasil: 6º lugar (eliminado nas quartas)
Artilheiros do Brasil: Didi, Júlio Botelho e Pinga – 2 gols cada
Resultados do Brasil: Brasil 5 x 0 México | Brasil 1 x 1 Iugoslávia | Brasil 2 x 4 Hungria
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