- O Conselho Deliberativo do Corinthians julga nesta segunda-feira, 25 de maio, Andrés Sanchez por uso irregular do cartão corporativo durante a gestão de 2018 a 2020.
- A Comissão de Ética recomenda expulsão do quadro associativo, com parecer assinado pelo presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão.
- O relatório aponta gastos pessoais feitos com o cartão corporativo, estimados em R$ 480.169,60 entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021.
- A defesa de Andrés afirma que não havia política interna sobre o cartão, que houve ambiente institucional de informalidade e que parte dos valores já foi ressarcida; ele também diz não ter agido com dolo.
- Além do caso no clube, Andrés responde a ações na Justiça, e a investigação envolve outros ex-dirigentes, como Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo.
O Corinthians analisa nesta segunda-feira (25/5) a expulsão do ex-presidente Andrés Sánchez do quadro associativo. O julgamento ocorre no Parque São Jorge, por votação aberta e nominal dos conselheiros, após investigação interna sobre uso irregular do cartão corporativo durante a gestão 2018-2020.
A Comissão de Ética, ao final do processo, reconheceu conduta incompatível com os deveres de um dirigente. O parecer recomenda a expulsão do associado, respaldando a posição do presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão.
O relatório aponta que a prática de uso de recursos corporativos violaria princípios de lealdade institucional e responsabilidade patrimonial, entre outros aspectos ligados à gobernança do clube. A decisão final caberá aos conselheiros em votação, com o encaminhamento ainda dependente de aprovação ou não da recomendação.
Detalhes da investigação
A apuração começou na Comissão de Justiça e aponta uso do cartão corporativo para despesas pessoais entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. O montante estimado pelo Ministério Público envolve R$ 480.169,60, já corrigido com juros, conforme cálculos apresentados pelo promotor Cássio Conserino.
Na defesa, Andrés Sánchez argumenta que não havia uma política interna sobre o uso do cartão e que parte das despesas ocorreu em um ambiente institucional de informalidade pretérita, com confusão entre gastos pessoais e institucionais. O ex-presidente afirma não ter agido com dolo e que já ressarriu parte dos valores.
Mesmo assim, a Comissão de Ética decidiu manter o entendimento de Pantaleão, entendendo que a conduta fere normas básicas de responsabilidade e integridade exigidas de quem ocupava a presidência do clube. O julgamento pode resultar na expulsão do associativo.
Além do caso no Corinthians, Andrés tramita em ações na Justiça, incluindo acusações de apropriação indébita. Em outros processos, a Justiça rejeitou inicialmente denúncias relacionadas a lavagem de dinheiro e ao crime tributário. O episódio também envolve outros ex-dirigentes, como Duílio Monteiro Alves, denunciado pelo MP pelo mesmo tipo de irregularidade, e Augusto Melo, cujo caso teve arquivamento parcial.
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