- Conselho vota nesta segunda-feira se Andrés Sanchez será expulso do quadro de associados do Corinthians, por uso indevido do cartão corporativo.
- A votação acontece no Teatro do Parque São Jorge; primeira chamada às 18h e segunda às 19h.
- Acusações apontam 480 mil reais gastos com o cartão entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, durante o terceiro mandato dele.
- A defesa afirma uso por engano, ao confundi-lo com cartão pessoal, e diz que não existem regras internas específicas sobre o cartão.
- A denúncia levou ao indiciamento pelo Ministério Público por crimes tributários, apropriação ines e lavagem de dinheiro; torcidas organizadas convocaram ato pacífico próximo ao clube.
O conselho do Corinthians define nesta segunda-feira 25, no Teatro do Parque São Jorge, se o ex-presidente Andrés Sanchez será expulso do quadro de associados. A decisão envolve o uso indevido do cartão corporativo do clube, com gastos estimados em 480 mil reais entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, durante seu terceiro mandato. A recomendação partiu da Comissão de Ética do clube.
A defesa de Sanchez sustenta que houve erro, pois ele utilizou o cartão do Corinthians por engano, confundindo-o com o cartão pessoal, ambos do mesmo banco. Também argumenta que não existem regras internas que regulamentem de forma clara o uso do cartão corporativo. A denúncia levou ainda ao indiciamento do ex-presidente pelo Ministério Público por crimes tributários, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
A votação dos conselheiros será fechada para torcedores, com primeira chamada às 18h e segunda às 19h. Do lado de fora, torcidas organizadas convocaram um ato pacífico, orientando a chegada por volta das 16h para acompanhar a movimentação. A mobilização busca apoio à transparência e à responsabilização de dirigentes.
Contexto no Corinthians
Andrés Sanchez presidiu o clube em dois períodos, de 2007 a 2011 e de 2018 a 2020, e hoje atua como conselheiro vitalício, ocupando uma cadeira no Conselho de Orientação (CORI). Reconhecido como figura central da política do clube neste século, foi durante muitos anos apontado como principal articulador da chapa Renovação e Transparência, que comandou o Corinthians por 16 anos. Sua atuação no parque São Jorge envolve ainda a gestão de diferentes projetos e a influência na rotina administrativa do clube.
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