- Conselho Deliberativo do Atlético-MG aprovou aporte de R$ 530 milhões para quitar parte das dívidas bancárias do clube, com reunião realizada na Arena MRV.
- O aporte gera aumento de capital da SAF em R$ 436,904 milhões, impactando a participação de sócios na divisão acionária.
- Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tem suas ações diluídas; Rubens Menin e Rafael Menin tiveram aumento de 41,7% em suas ações (passaram a 83,5%).
- Associação passa de 25% para 10% da SAF; Galo Forte FIP (Daniel Vorcaro), Ricardo Guimarães e FIGA passam a 6,5%.
- Parte do valor, cerca de R$ 94 milhões, foi investida via FIGA, para financiar participações minoritárias de torcedores; 90% do aporte destina-se ao pagamento de dívidas bancárias.
O Conselho Deliberativo do Atlético-MG aprovou um aporte de R$ 530 milhões com o objetivo de quitar parte das dívidas bancárias do clube. O aporte altera a composição acionária da SAF e dilui as ações de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já estava afastado do conselho de administração.
A reunião ocorreu de forma presencial na Arena MRV, nesta segunda-feira. Apenas um conselheiro votou contra o aporte. Além disso, foram aprovadas as contas da Associação referentes ao exercício anterior.
Nova composição da SAF
O aporte representa um aumento de capital da SAF em R$ 436,904 milhões, impactando a participação de todos os sócios. Rubens e Rafael Menin passam a deter 83,5% do total, após acréscimo de 41,7% em suas ações. A Associação fica com 10%.
Distribuição de ações e participação
O Galo Forte FIP (Daniel Vorcaro), Ricardo Guimarães e o FIGA passam a somar 16,5% em conjunto, com redistribuição específica entre os demais cotistas. Parte do dinheiro veio via FIGA, que injectou cerca de R$ 94 milhões, adiantando prazo previamente previsto para 1º de novembro de 2026.
Finalidade do investimento e impactos
Segundo o CEO Pedro Daniel, 90% do aporte será destinado ao pagamento de dívidas bancárias, ao redor de R$ 654 milhões hoje. Os 10% remanescentes ficarão para investimentos já realizados no futebol, incluindo o ecossistema da SAF.
Contexto financeiro do clube
A manobra busca melhorar o fluxo de caixa e dar respiro aos investimentos no futebol, diante do atual endividamento. O clube planeja reduzir dívidas de curto prazo para favorecer o planejamento financeiro e as atuações no campo.
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