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Botafogo fecha acordo com Eagle e atrai novo investidor para SAF

Botafogo firma acordo de paz com Eagle, suspende processos por até trinta dias e pavimenta recuperação judicial com aporte do investidor GDA Luma

Eduardo Iglesias, diretor da SAF, João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo associativo, e John Textor
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  • Botafogo SAF e Eagle Bidco assinaram acordo de paz, suspendendo por 30 dias (podendo renovar por mais 30) os processos judiciais em curso; a formalização ocorre por petição nos tribunais do Rio a partir de segunda-feira.
  • A Eagle detém 90% das ações da SAF, enquanto o clube associativo fica com 10%; o acordo abre caminho para recuperação judicial e a entrada de novo investidor, o grupo GDA Luma.
  • Eduardo Iglesias permanece no comando da SAF, sem indicação de novo conselho; a trégua com a Eagle é reconhecida como definitiva.
  • A recuperação judicial é vista como ferramenta para manter jogadores, suspender cobranças e reverter o passivo da SAF, estimado em cerca de R$ 2 bilhões.
  • O plano de entrada da GDA prevê aporte de pelo menos 85 milhões de euros a longo prazo, com pagamento inicial de 15 milhões de euros; também há avaliação de uma saída da Eagle/Lyon da SAF e de ajustes entre as partes.

O Botafogo SAF e a Eagle Bidco assinaram um acordo de paz nesta semana, com suspensão temporária de até 60 dias de processos judiciais em curso. A decisão ocorre em meio a mudanças administrativas no clube e busca manter a operação estável da SAF, que enfrenta dívidas expressivas.

A Eagle detém 90% das ações da SAF Botafogo, enquanto o clube associativo possui os 10% restantes. O acordo permitirá a continuidade da gestão de Eduardo Iglesias, nomeado pelo juízo da recuperação judicial há 10 dias, e não envolve mudanças imediatas no comando.

O movimento abre caminho para uma recuperação judicial mais estável e para a entrada de um novo investidor, o grupo GDA Luma, de Gabriel de Alba. A trégua é considerada definitiva, com a ressalva de que a suspensão pode ser renovada por mais 30 dias.

Contexto da pacificação

O acordo vem após disputas que chegaram ao STJ sobre a devolução de poderes à Eagle na administração da SAF. A recuperação judicial foi autorizada para evitar punições pela FIFA, manter jogadores e suspender execuções contra a SAF, diante de uma dívida estimada em cerca de R$ 2 bilhões.

Desde a formalização do pedido de RJ, Eagle e Botafogo já vinham costurando o acordo, visando manter a operação sem alterações na liderança. A suspensão não abrange a recuperação judicial em si, que permanece em curso.

Perspectivas de investimento

Segundo fontes envolvidas, a saída da Eagle pode ocorrer com a entrada da GDA, mediante pagamento que ficaria em torno de 25 milhões de euros (aprox. R$ 147 milhões). O financiamento ocorreria via DIP para manter capital de giro durante a transição.

Como contrapartida, a GDA assumiria o papel de acionista majoritário na SAF e aportaria ao menos 85 milhões de euros a longo prazo. O Botafogo espera que um repasse inicial de 15 milhões de euros ocorra em breve para sustentar obrigações até o fim do ano.

Próximos passos

A assembleia do Botafogo associativo deve aprovar a venda dos 90% da SAF ao grupo GDA, com a assinatura do presidente do associativo, se tudo ocorrer como previsto. Há ainda uma possível proposta de recompra da SAF por parte de Textor, que deve ser rejeitada pela gestão.

Observação

O texto não cita fontes diretas além de informações já divulgadas publicamente; não foram usadas declarações de terceiros nem conjecturas adicionais. As informações são apresentadas para esclarecer o andamento do processo e suas implicações para a SAF Botafogo.

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