- O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou votação que pode afastar preventivamente Olten Ayres da presidência por até 120 dias; reunião está agendada para 1º de junho, às 18h30.
- A análise inicialmente prevista para 12 de maio foi suspensa após pedido de suscitação de dúvida estatutária e regimental, apresentado por João Farias, vice-presidente do conselho.
- Em 14 de maio, Olten Ayres optou por se afastar temporariamente da presidência, em acordo com João Farias e Antonio Maria Patiño, presidente da Comissão de Ética.
- O acordo definiu prazo para Ayres apresentar defesa antes da retomada da votação; a nova defesa tramita na Comissão de Ética, ainda sem apreciação pelos conselheiros.
- A ação foi aberta após pedido do presidente do clube, Harry Massis, em abril, em meio a divergências sobre reforma estatutária que pode mudar quórum, transformar o clube em SAF ou separar futebol e clube social.
O Conselho Deliberativo do São Paulo definiu a data de uma votação que pode afastar preventivamente Olten Ayres da presidência do órgão por até 120 dias. A reunião extraordinária está marcada para 1º de junho, às 18h30, e foi comunicada aos conselheiros no último fim de semana. A pauta envolve um processo por suposta gestão temerária.
Poucos dias antes, em 12 de maio, a análise foi suspensa por decisão de João Farias, vice-presidente do Conselho, após pedido de suscitação de dúvida estatutária e regimental sobre a convocação do encontro. A suspensão adiou o desfecho até a nova data estipulada.
Em 14 de maio, Ayres decidiu se afastar temporariamente da presidência, em conjunto com João Farias e Antonio Maria Patiño, presidente da Comissão de Ética. O acordo estabeleceu prazo para que Ayres apresente defesa antes da retomada da votação, permitindo manifestação formal antes do parecer final ao colegiado.
A defesa de Ayres segue tramitação interna na Comissão de Ética e ainda não foi apreciada oficialmente pelos conselheiros. O processo contra o presidente do clube foi aberto em abril, após pedido do presidente Harry Massis, que acusa gestão temerária. A comissão recomendou o afastamento preventivo enquanto apura irregularidades administrativas.
A origem do conflito está vinculada à proposta de reforma estatutária apresentada em dezembro de 2025 pelo então presidente Julio Casares. O projeto sugeria reduzir o quórum qualificado para decisões estruturais, como transformação do clube em SAF, criação de empresa ou separação entre futebol e clube social. A divergência estimulou a crise interna no Tricolor.
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