- A Conmebol puniu Matheo Benítez Machuca com suspensão de quatro meses, válida de imediato.
- A pena foi ampliada pela FIFA, passando a valer também em competições nacionais; ele fica fora de jogos oficiais nesse período.
- O jogador, da seleção argentina sub‑17, fica afastado da equipe de reservas do Independiente.
- O episódio envolve acusações de gesto racista durante Brasil x Argentina sub‑17 pelo Sul‑americano disputado no Paraguai; o árbitro percebeu a reação dos brasileiros, mas o protocolo antirracismo não foi acionado.
- A Argentina pediu redução da pena; o Mundial sub‑17 está marcado para 19 de novembro a 13 de dezembro no Qatar, e ele pode atuar se convocado quando a suspensão terminar.
Matheo Benítez Machuca, jogador da seleção argentina sub-17 sob comando de Diego Placente, foi suspenso por quatro meses pela Conmebol. A punição, anunciada nesta semana, decorre de um suposto gesto racista durante o confronto Brasil x Argentina pelo Sul-Americano da categoria no Paraguai.
A sanção entrou em vigor de forma imediata e foi ampliada pela FIFA, estendendo o veto a competições oficiais. Assim, o atleta fica impedido de atuar em torneios oficiais, inclusive nas divisões de base do Independiente, clube que defende na Argentina.
Segundo relatos dos jogadores brasileiros, o episódio aconteceu durante a partida no Estadio Ameliano, quando Machuca teria imitado um macaco. As imagens da transmissão não flagraram o gesto, dificultando a comprovação visual. O árbitro paraguaio David Ojeda viu a reação dos brasileiros, que cercaram o atleta em campo.
Apesar da gravidade das acusações, o protocolo antirracismo não foi acionado durante o jogo, gerando críticas à condução da arbitragem e da organização da partida. Como consequência, Machuca ficou afastado da equipe de reservas do Independiente, que empatou 1 a 1 com Defensa y Justicia em jogo recente.
Mesmo com a suspensão, o calendário internacional pode permitir retorno em competição relevante. O Mundial Sub-17 está marcado para novembro e dezembro no Qatar; com a punição cumprida antes do torneio, o jogador pode ser convocado, caso haja interesse da seleção.
Paralelamente, a Associação Argentina de Futebol (AFA) abriu recurso para reduzir a pena, buscando permitir retorno antecipado para amistosos preparatórios. O caso segue em análise e reacende o debate sobre racismo no futebol e a eficácia das medidas das entidades esportivas.
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