- Internacional protocolou na CBF um pedido para ter reconhecido institucionalmente o título do Brasileirão 2005, citando impactos da Máfia do Apito.
- O documento foi entregue nesta terça-feira ao presidente da CBF, Samir Xaud, com a participação de dirigentes do Inter e autoridades do futebol gaúcho.
- O Inter afirma que o dossiê reúne pareceres técnicos, declarações públicas e precedentes já citados pela própria CBF para embasar a solicitação.
- O clube diz que o objetivo não é retirar o título do Corinthians, mas promover uma reparação histórica pelos impactos na época.
- A Máfia do Apito levou à anulação de 11 jogos em 2005; o Corinthians terminou o campeonato como campeão e o Inter era líder antes das partidas anuladas.
O Internacional encaminhou à CBF um pedido para que o título do Brasileirão de 2005 seja reconhecido como campeão pelo clube, citando os efeitos do caso conhecido como Máfia do Apito. A solicitação se apoia em fundamentos jurídicos, históricos e desportivos daquela temporada.
O documento foi entregue nesta terça-feira (27) ao presidente da CBF, Samir Xaud. Participaram da entrega dirigentes do Inter, a Federação Gaúcha de Futebol e representantes do departamento jurídico. Também estava presente o ex-presidente Fernando Carvalho e conselheiros.
Pela CBF, estiveram envolvidos dirigentes de áreas como competições, jurídico e gestão, incluindo Julio Avellar, Helder Melillo e André Mattos. O Inter sustenta que a anulação de 11 partidas, em 2005, afetou a definição do campeonato e está ligada aos desdobramentos da Máfia do Apito.
O que o Inter pede à CBF
O pedido busca o reconhecimento institucional do título de 2005 sem contestar a homologação já dada ao Corinthians. O Inter afirma que não solicita a retirada ou revogação do título registrado para o Corinthians.
Segundo o clube, o objetivo é obter uma reparação histórica pelos impactos das decisões tomadas à época. O dossiê apresentado reúne pareceres técnicos, declarações públicas relacionadas ao caso e exemplos de reconhecimentos históricos já feitos pela própria CBF.
O que foi a Máfia do Apito
O esquema foi descoberto em 2005, envolvendo árbitros e empresários ligados ao acaso de apostas. Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon teriam recebido dinheiro para manipular jogos, de acordo com investigações que apontaram ganhos de terceiros.
Na sequência, Edílson foi preso, acompanhado de Nagib Fayad e outros participantes. Os 11 jogos apitados por Edílson teriam sido manipulados, levando à remarcação e à disputa dos jogos novamente. O Corinthians acabou campeão, com três pontos a mais que o Inter na classificação final.
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