- Em maio de 1966, a seleção brasileira treinou pela primeira vez na serra de Teresópolis, ainda sem a Granja Comary, antes da Copa do Mundo na Inglaterra, com Pelé e Garrincha em destaque.
- Hoje, as memórias estão em ruínas: o hotel Pinheiros está abandonado desde 2007 e o estádio de Teresópolis está tomado pelo mato, com balizas invisíveis e a placa comemorativa removida.
- O hotel Pinheiros foi adquirido por um empresário de transporte no início dos anos dois mil e deixou de funcionar em 2007, sendo utilizado como depósito até 2011.
- O estádio Antonio Savattone enfrentou penhora em 2020 por dívida, quase foi leiloado para 29 de abril, mas o leilão foi suspenso pela prefeitura; o imóvel foi revertido para o patrimônio municipal.
- Uma das fotos mais conhecidas de Pelé e Garrincha foi tirada no Hotel Pinheiros, na área em frente ao chalé principal, com Brito na imagem.
Pelé e Garrincha estiveram em Teresópolis há 60 anos, quando a seleção treinou na preparação para a Copa de 1966. O episódio é lembrado hoje pelos vestígios do Hotel Pinheiros e de um dos estádios usados na época, que hoje estão abandonados.
Naquela temporada, a equipe passou cerca de duas semanas na serra fluminense, antes de seguir para Belo Horizonte e Serra Negra. Pelé e Garrincha eram as grandes estrelas que atraíam curiosos e movimentavam a cidade.
Hoje, as memórias daquele período encontram-se em ruínas: o Hotel Pinheiros, onde a delegação ficou hospedada, está desativado desde 2007 e cercado pela mata. O local abriga apenas alguns caseiros e muitos escombros.
O estádio onde a seleção disputou amistosos e encerrou ajustes antes da Copa também está irreconhecível. O mato toma conta do campo, as balizas já não aparecem e a placa comemorativa sumiu.
O Hotel Pinheiros, que recebeu a equipe em chalés no bairro Quebra Frascos, tinha capacidade para 45 pessoas e ocupou um terreno de 15 mil m². A visita de 1966 ficou registrada em fotos históricas, que mostram Pelé e Garrincha sorridentes diante da área verde.
Atualização recente mostra que o prédio está abandonado, com o interior deteriorado e pouca mobília restante. Em visitas da imprensa, o espaço preserva apenas a memória da época, sem perspectivas de restauração.
O Estádio Antonio Savattone passou por ações legais devido a dívidas do clube, com leilões suspensos pela prefeitura. O imóvel foi revertido para o patrimônio municipal, ainda sem definição de uso, e continua sem atividades esportivas.
A prefeitura de Teresópolis confirmou a intervenção para evitar o leilão e manter o estádio sob guarda pública. Enquanto isso, moradores cobram investimentos para a recuperação de infraestrutura esportiva da cidade.
A situação dos dois locais reflete o desafio de conservar memória esportiva local. A Secretaria de Esportes reconhece a importância histórica dos espaços e acompanha as tratativas para eventuais verbas e emendas que permitam avanços.
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