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Testes avaliam comportamento da bola da Copa 2026 em campo

Testes com a bola Trionda mostram arrasto estável em velocidades de jogo, mas menor alcance em passes longos quando chutadas com força

Um jogador de futebol, vestindo uniforme vermelho e chuteiras laranja com detalhes azuis, posiciona uma bola colorida no gramado verde, próximo à linha branca do campo
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  • Pesquisadores testaram a bola Trionda em túnel de vento na Universidade de Tsukuba, medindo arrasto e comportamento aerodinâmico.
  • A Trionda é a primeira Copa com quatro gomos na era moderna, com costuras profundas, três ranhuras por gomo e textura na superfície, e design inspirado nos países anfitrões.
  • O ponto crítico de arrasto da bola fica em torno de 43 km/h, mais baixo que as outras bolas analisadas e bem inferior ao da Jabulani.
  • Em velocidades de alta, a Trionda apresenta coeficiente de arrasto um pouco maior que as antecessoras, o que pode reduzir o alcance de passes longos chutados com força.
  • A bola traz tecnologia de bola conectada para auxiliar árbitros, com sensor dentro de um gomo que envia dados ao VAR e ao sistema semiautomatizado de impedimento.

A Adidas apresentou a bola oficial da Copa do Mundo de 2026, a Trionda, com foco em mudanças aerodinâmicas e na tecnologia de arbitragem. Pesquisadores de Japão e Reino Unido analisam como o novo modelo se comporta em campo, usando testes de túnel de vento e simulações de trajetória. O objetivo é entender impactos em passes, chutes e decisões de impedimento.

A pesquisa mede o arrasto, as forças laterais e de sustentação, correlacionando dados com resultados de trajetórias em jogo. Em estudo publicado, os cientistas comparam a Trionda com quatro antecessoras, avaliando se as mudanças reduzem desvios ou criam novos efeitos a partir de velocidades de chute.

A bola mantém menos gomos — quatro, o menor número na história — com costuras profundas e textura na superfície. Em testes na Universidade de Tsukuba, ficou evidente que a bola é mais rugosa e atinge o ponto crítico de arrasto em velocidade menor, cerca de 43 km/h, em relação às outras modelos.

Ainda segundo a pesquisa, a Trionda apresenta arrasto mais estável entre velocidades típicas de escanteios e faltas, mas, em altas velocidades, pode ter coeficiente de arrasto ligeiramente maior do que Brazuca, Telstar 18 e Al Rihla. Isso pode reduzir o alcance de passes longos quando chutados com força.

A tecnologia de bola conectada acompanha a evolução: sensores dentro de um dos gomos enviam dados ao VAR e ao sistema de impedimento semiautomatizado. O ajuste buscou facilitar decisões de arbitragem sem afastar o foco do jogo.

Os autores ressaltam que os resultados não prevêem todos os cenários, já que chutes com giro e condições atmosféricas variam. No entanto, indicam que a possibilidade de efeitos de retrocesso pode ser explorada com o desenho da Trionda.

O estudo, apresentado por pesquisadores ligados a universidades internacionais, destaca que a física do movimento da bola volta a ganhar protagonismo no futebol moderno. A equipe continua analisando a relação entre design, aerodinâmica e desempenho em campo.

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