- Os procuradores-gerais de Nova York, Letitia James, e de New Jersey, Jennifer Davenport, abriram uma investigação sobre as práticas de venda de ingressos da FIFA para a Copa do Mundo de 2026, e encaminharam subpoenas que demandam documentos à FIFA relacionados aos oito jogos no MetLife Stadium, inclusive a final.
- A apuração analisará uma série de questões levantadas por torcedores, como mapas de assentos, criação de uma categoria “Front” de preço mais alto, opacidade e a precificação geral.
- A investigação conta com apoio investigatório do Departamento de Proteção ao Consumidor e Trabalhadores de Nova York (DCWP), que também recebeu os subpoenas para acesso a informações internas da FIFA.
- A controvérsia acompanha meses de aumento de preços e alterações nos mapas de ingressos, além de pacotes de hospitalidade com valores entre 2.750 e 6.000 dólares.
- A FIFA sustenta que os mapas são apenas de orientação e que os preços refletem normas da América do Norte e demanda extraordinária; não há prazo definido para a conclusão da apuração, que pode se estender após o início da Copa, em 11 de junho.
Os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey iniciaram uma investigação sobre as práticas de venda de ingressos da FIFA para a Copa do Mundo de 2026, enviando subpoenas à entidade. A ação foca nos jogos realizados no MetLife Stadium, em East Rutherford, incluindo a final.
As agências de Letitia James e de Jennifer Davenport afirmam que pedem detalhes específicos sobre a venda de ingressos para as oito partidas no estádio. A investigação busca esclarecer questões apontadas por fãs sobre mapas de assentos, a criação de uma categoria de front-row com preços superiores e a opacidade dos critérios de venda.
Segundo as autoridades, contam com apoio de proteção ao consumidor de Nova York para obter informações da FIFA. Um subpoena é usado para compelir a FIFA a divulgar documentos internos relevantes ao caso.
A investigação se soma a uma temporada de controvérsias sobre a comercialização de ingressos da Copa de 2026. A FIFA lançou milhões de ingressos em quatro categorias, com preços superiores aos de edições anteriores e reajustes em várias fases de venda.
Relatos de fãs citados pela imprensa indicam sensação de engano sobre mapas de assentos e sobre a disponibilidade de áreas de categoria 1. Também houve questionamentos sobre pacotes de hospitalidade que elevam o custo para setores privilegiados do estádio.
MetLife, que receberá várias partidas, inclusive a final em 19 de julho, teve mapas de assento alterados, oferecendo leitura diferente da distribuição de categorias. A FIFA argumenta que os mapas são guias para orientar compradores.
A DCWP (Departamento de Proteção ao Consumidor de Nova York) destacou que ações de fiscalização visam transparência e justiça na compra de ingressos. A FIFA já declarou que as representações visuais são para orientação, não para indicar o layout exato do estádio.
Até o momento, não há prazo definido para a resposta da FIFA nem para a evolução da investigação. O inquérito pode se estender além do início da Copa, previsto para começar em 11 de junho.
Contexto e próximos passos
As autoridades não estabeleceram cronograma para conclusões. Caso haja resistência da FIFA, a investigação pode incluir medidas adicionais de enforcement em Nova York e Nova Jersey, com foco em práticas de proteção ao consumidor.
Analistas apontam que o caso evidencia tensões entre vendas de ingressos, popularidade global da Copa e necessidades de transparência para fãs. A FIFA ainda não confirmou novos posicionamentos desde as declarações anteriores.
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