- Brasil chegou à Inglaterra em 1966 com expectativa de tricampeonato, mas a preparação alvo de críticas da imprensa.
- Pelé foi marcado com intensidade e ficou fora da partida contra a Hungria; Tostão entrou no time substituto.
- Na estreia, o Brasil venceu a Bulgária por 2 a 0 (gols de Pelé e Garrincha); na segunda rodada, perdeu para a Hungria por 1 a 2.
- A equipe encerrou a participação na Copa na fase de grupos, em 11º lugar, após derrota para Portugal por 1 a 3, repetindo uma das piores campanhas do país em Copas.
- O fracasso levou a uma reestruturação interna da CBD; a lista de convocados trouxe novidades, como Alcindo e Tostão, mantendo alguns remanescentes como Pelé, Garrincha, Djalma Santos e Bellini.
O Brasil chegou à Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, com status de favorito após títulos de 1958 e 1962. A preparação foi alvo de críticas da imprensa, aumentando a pressão sobre a equipe e a comissão técnica.
A disputa marcou o retorno de Vicente Feola ao comando, em meio a descontentamentos de dirigentes como Paulo Machado de Carvalho. Sete meses antes, o país já havia enfrentado críticas por convocações e pela lista final de 22 players.
O que aconteceu na Copa
A seleção foi eliminada na fase de grupos pela segunda vez na história, repetindo o atraso de 1930. Pelé sofreu nova lesão durante o torneio, ficando fora de um jogo crucial contra a Hungria. Garrincha atuou ao lado dele no início, mas a dupla não teve continuidade.
Na primeira partida, Brasil abriu o placar com Pelé, mas acabou derrotado pela Bulgária por 2 a 0. Em seguida, houve derrota frente à Hungria por 3 a 1, com Pelé fora do time titular. O resultado eliminou o Brasil ainda na fase inicial.
O time ainda precisava vencer Portugal para seguir adiante, porém sofreu nova derrota, com Eusébio marcando três gols. Rildo descontou, mas o Brasil foi eliminado com uma vitória, uma derrota e uma derrota, somando apenas 11º lugar na classificação.
O contexto técnico e as consequências
A campanha é lembrada como uma das piores do Brasil em Copas, igualando marcas de 1930 e 1934 ao terminar sem vencer dois jogos seguidos na fase de grupos. A eliminação levou a uma reformulação interna na CBD, que ganhou força nos anos seguintes.
Quem esteve em campo
Entre os convocados estiveram seis remanescentes de 1958 e 1962, como Pelé, Garrincha, Djalma Santos, Zito, Bellini e Gilmar. Alcindo e Tostão também foram chamados, abrindo espaço para jogadores de clubes fora do eixo Rio-São Paulo.
Goleiros: Gilmar, Manga. Laterais: Djalma Santos, Fidélis, Rildo, Paulo Henrique. Zagueiros: Bellini, Orlano Peçanha, Brito, Altair. Meias: Denilson, Lima, Gérson, Zito. Atacantes: Pelé, Garrincha, Jairzinho, Alcindo, Tostão, Silva, Paraná, Edu.
Ficha técnica
Campeã: Inglaterra. Vice-campeã: Alemanha Ocidental. Final: Inglaterra 4 x 2 Alemanha Ocidental. Artilheiro da competição: Eusébio, com nove gols. Colocação do Brasil: 11º lugar. Artilheiros brasileiros: Pelé, Garrincha, Tostão e Rildo, com um gol cada. Resultados do Brasil: 2 x 0 com Bulgária; 1 x 3 com Hungria; 1 x 2 com Portugal.
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