- A Organização Mundial da Saúde classificou a situação da epidemia de Ebola na República Democrática do Congo como “extremamente grave,” e o país vai enviar sua seleção à Copa do Mundo, programada para outubro e novembro.
- México, Estados Unidos e Canadá atuam em conjunto para reduzir riscos de contágio, com monitoramento em aeroportos, protocolos de isolamento e fiscalização de viajantes de regiões afetadas.
- O Canadá decretou quarentena de 21 dias para pessoas que estiveram no Congo; os Estados Unidos adotaram a mesma regra para a seleção congolesa.
- A seleção congolesa estreia no dia 17 de junho em Houston (Texas), depois enfrenta Colômbia e Uzbequistão, na fase de grupos da Copa do Mundo.
- A OMS aponta centenas de mortes e mais de 900 casos suspeitos; a cepa é Bundibugyo, ainda sem vacina ou tratamento específico aprovado, e há preocupação com artistas e profissionais de saúde que lidam com a doença.
A Organização Mundial da Saúde classificou a situação na República Democrática do Congo como extremamente grave, com centenas de mortes e mais de 900 casos suspeitos de ebola. O surto afeta a preparação da seleção congolesa para a Copa do Mundo, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho. Países-sede adotam medidas para evitar contágio durante o torneio.
Países aliados anunciaram atuação conjunta para mitigar riscos. México, Estados Unidos e Canadá coordinam ações de monitoramento em aeroportos, protocolos de isolamento e fiscalização de viajantes de regiões afetadas. O objetivo é manter segurança sanitária sem atrasar a disputa esportiva.
Como parte das medidas, o Canadá instituiu uma quarentena de 21 dias para pessoas que estiveram na RDC. Os EUA adotaram regra similar para a seleção congolesa, que joga a estreia contra Portugal em Houston, no Texas, no dia 17 de junho.
Situação recente na África
Além da RDC, Uganda registra aumento de casos, elevando o total confirmado para sete. Profissionais de saúde aparecem entre os contaminados, aumentando a preocupação sobre transmissão e resposta médica. A OMS declarou a emergência de saúde pública de interesse internacional no país.
O Africa CDC aponta que, além de Uganda e RDC, outros dez países africanos estão em situação de alto risco. Entre eles estão Sudão do Sul, Quênia, Tanzânia, Etiópia, Angola e Burundi, entre outros. Tedros, da OMS, alertou que o risco de propagação não pode ser subestimado.
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