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Movimentações do futebol brasileiro chegam a 14,3 bilhões em 2025

Movimentação atinge R$ 14,3 bilhões em 2025, alta de 32% ante 2024, impulsionada por transferências, premiações, apostas e novos direitos de transmissão

Flamengo acumula recordes de receitas anuais desde 2021, quando atingiu R$ 1 bi. Na imagem, o volante Jorginho
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  • Em 2025, o futebol brasileiro movimentou R$ 14,3 bilhões, alta real de trinta e dois por cento diante de 2024.
  • Transfers de atletas totalizaram R$ 3,9 bilhões (alta de sessenta e três por cento) e premiações chegaram a R$ 1,6 bilhão, com apostas e novos direitos de transmissão ajudando no crescimento.
  • Sem efeitos extraordinários, a receita recorrente ficaria em R$ 9,5 bilhões, representando um aumento real de treze por cento.
  • custos e despesas operacionais somaram R$ 10,3 bilhões (alta de vinte e dois por cento); o endividamento consolidado atingiu R$ 17,3 bilhões e o gasto com direitos de atletas foi de R$ 4,4 bilhões.
  • Outros destaques: receitas de apostas chegaram a R$ 3,1 bilhões; direitos de TV elevaram o piso por clube para R$ 93 milhões; déficit recorrente ficou em 108% das receitas; sócio-torcedor rendeu R$ 877 milhões; Flamengo lidera em valor de mercado, acima de R$ 4,5 bilhões, com a dívida em 0,74 vez as receitas da Série A.

O futebol brasileiro movimentou 14,3 bilhões de reais em 2025, um avanço real de 32% frente a 2024. O levantamento é da 17ª edição do Relatório Convocados, feito por Cesar Grafietti com apoio da Outfield e Galapagos Capital, e divulgado em 27 de maio de 2026.

O crescimento decorre de receitas não recorrentes com venda de atletas e premiações, além da consolidação das casas de apostas e de uma nova distribuição dos direitos de transmissão da Série A. Sem esses efeitos, a receita total subiria 13%.

Parcerias com clubes, negociações de atletas e impactos do ciclo de TV contribuíram para o aumento, mas o relatório alerta que parte relevante do avanço veio de itens extraordinários.

Principais destaques

  • Transferências de atletas: 3,9 bilhões, alta de 63% ante 2024.
  • Premiações: 1,6 bilhão, impulsionadas por quatro clubes na Copa do Mundo de Clubes.
  • Custos operacionais: 10,3 bilhões, alta de 22%.
  • Endividamento consolidado: 17,3 bilhões; elencos lucram com venda de jogadores para manter contas.
  • Receitas com apostas: 3,1 bilhões, 36% de alta; um terço vem de apostas esportivas.
  • Diretos de TV: novo ciclo 2025-2029 aumenta piso de transmissão para 93 milhões por clube.
  • Deficit recorrente: custos superam receitas em 108% nas Séries A.
  • Sócio-torcedor: 877 milhões; bilheteria, 847 milhões.
  • Valor de mercado: Flamengo lidera, seguido por Palmeiras e Corinthians.
  • Alavancagem: dívida de curto prazo recuou de 0,81x para 0,74x das receitas da Série A.

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