- O Brasil passou por quatro treinadores durante o ciclo para a Copa do Mundo de 1986, com Telê Santana deixando o comando e conclusão com passe de Parreira, Edu Coimbra e Evaristo de Macedo em momentos-chave.
- A seleção teve 100% de aproveitamento na fase de grupos, vencendo Espanha, Argélia, Irlanda do Norte e Polônia.
- Nas oitavas de final, o Brasil goleou a Polônia, com gols de Sócrates, Josimar, Edinho e Careca, avançando com atuação dominante.
- Nas quartas de final, o confronto contra a França terminou empatado em 1 a 1 e foi decidido nas penalidades, com o Brasil eliminado.
- Careca foi o artilheiro brasileiro do torneio, com cinco gols, e o Brasil foi quinto colocado na competição.
A seleção brasileira disputou a Copa do Mundo de 1986 com um ciclo de treinadores conturbado, lesões e controvérsias. O time chegou ao torneio sob pressão após a decepção de 1982, buscando reergue-se no cenário mundial. A fase de preparação ficou marcada por mudanças de comando e por controvérsias internas que afetaram o clima de grupo.
Telê Santana deixou o comando após a tragédia no Sarriá, sendo substituído por Carlos Alberto Parreira, que acabou demitido após o vice na Copa América de 1983. Edu Coimbra dirigiu amistosos, e Evaristo de Macedo foi indicado, mas não ficou. A disputa pelas Eliminatórias gerou novas mudanças, com Telê Santana retornando ao cargo após divergências entre dirigentes.
Na campanha de 86, o Brasil venceu Bolívia e Paraguai fora de casa nas eliminatórias, e empatou como mandante em 1 a 1 com ambos, garantindo vaga com desempenho inferior ao de outras edições. O grupo teve ainda problemas extracampo, como a farra de alguns jogadores que gerou dispensas por disciplina. O elenco contava com jogadores-chave que vinham de convocações de 82 e 78.
Inicio do Mundial: fase de grupos
A estreia foi contra a Espanha, com gol de Sócrates após lance de Careca, num jogo de atuação abaixo das expectativas. No segundo duelo, frente à Argélia, Careca abriu o placar, mas a seleção saiu com críticas pela atuação e por um episódio envolvendo jogadores flagrados bebendo cerveja. Encerrando a fase, o Brasil venceu a Irlanda do Norte, Polônia e fechou com 100% de aproveitamento, garantindo a liderança do grupo.
Desdobramentos da preparação e lesões
A preparação foi marcada por polêmicas, como a suspensão de Leandro após recusa de viajar para o México, em apoio a colegas. Zico ainda disputou o Mundial mesmo com lesão no joelho. Além disso, a convocação manteve sete remanescentes de 82, incluindo Sócrates, Falcão e Zico, com Leão retornando para sua quarta Copa.
Quartas de final e eliminação
Nas oitavas, o Brasil enfrentou a Polônia, que disputava o histórico feito de 82. A vitória por 3 a 0 parecia consolidar o caminho, com gols de Sócrates, Josimar, Edinho e Careca convertendo pênalti. A partida seguinte foi contra a França, atual campeã europeia, em confronto muito equilibrado. Careca abriu o marcador, Platini empatou, e a decisão seguiu para os pênaltis.
Na disputa de pênaltis, Sócrates parou na defesa de Bats, e a França confirmou a classificação. O Brasil encerrou o torneio em quinto lugar, com quatro vitórias, um empate e a eliminação nas quartas de final. Careca foi o artilheiro brasileiro com cinco gols.
Convocados e ficha técnica
A seleção utilizou goleiros Carlos, Paulo Victor e Leão. Entre os defensores estavam Junior, Josimar, Branco, Oscar, Edinho e Édson Boaro. No meio, figuraçaram Falcão, Zico, Sócrates, Elzo, Silas e Valdo. No ataque, Müller, Casagrande, Careca e Edivaldo integraram o grupo.
Campeão: Argentina. Vice-campeã: Alemanha Ocidental. Final: Argentina 3 x 2 Alemanha Ocidental. Artilheiro do torneio: Gary Lineker, com seis gols. Brasil: quinta colocação. Artilheiro brasileiro: Careca, com cinco gols. Resultados do Brasil: 1 x 0 Espanha; 1 x 0 Argélia; 3 x 0 Irlanda do Norte; 4 x 0 Polônia; 1 (3) x 1 (4) França.
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