- A Comissão de Ética do Corinthians deu parecer favorável à abertura de impeachment contra o presidente Osmar Stábile.
- Stábile tem 10 dias para apresentar defesa, antes do caso ser encaminhado ao Conselho Deliberativo.
- Alegação principal: oneração irregular do Parque São Jorge, com garantia de imóveis avaliados em R$ 602,2 milhões, em acordo de transação tributária para regularizar dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão com a PGFN.
- Acusação aponta falta de transparência e má gestão, incluindo omissão a requerimentos sobre manutenção da Neo Química Arena, troca da administradora do fundo do estádio e distribuição de ingressos, além de possível uso indevido de recursos com funcionários fantasmas.
- Também é citada a atraso na divulgação do balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido publicado até março de 2026.
O Comite de Ética do Corinthians confirmou parecer favorável à abertura de processo de impeachment contra o presidente Osmar Stábile. O mandatário tem prazo de 10 dias para apresentar defesa, e o caso será encaminhado ao Conselho Deliberativo.
O pedido foi protocolado em abril por conselheiros e sócios do clube. A principal motivação aponta uma oneração irregular do Parque São Jorge, relacionado a um acordo de transação tributária com a PGFN para regularizar dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão.
Como garantia do pagamento, a diretoria ofereceu o conjunto de imóveis da sede social, avaliados em R$ 602,2 milhões. Os autores alegam violação ao Estatuto, por não ter ocorrido a votação de 2/3 dos conselheiros em reunião específica.
O documento também cita falta de transparência e suposta má gestão, incluindo omissões sobre a manutenção da Neo Química Arena, troca de administradora do fundo do estádio e distribuição de ingressos. A declaração de funcionários fantasmas é mencionada como justificativa.
Atrasos na divulgação do balanço de 2025 também aparecem no texto, com alegação de que o documento deveria ter sido publicado até março de 2026, conforme leis e estatuto. A ausência seria prejudicial à fiscalização de órgãos e associados.
Na semana passada, o clube viveu tensões internas. O ex-presidente Andres Sánchez foi expulso pelo Conselho Deliberativo, em meio a críticas ao uso do cartão corporativo. Em seguida, Duílio Monteiro Alves deixou o título de sócio remido.
Nesta semana, o Conselho Deliberativo vota a expulsão do ex-presidente Augusto Melo, em processo ligado a tentativas de mudança de comando em 2025. Ele já havia sido afastado por irregularidades em patrocínio.
Repercussões e próximos passos devem ser acompanhados de perto. O processo seguirá para julgamento no Conselho Deliberativo, que definirá a continuidade da acusação contra Stábile e possíveis medidas administrativas.
Entre na conversa da comunidade