- Um quarto das partidas da Copa do Mundo de 2026 pode ser disputado quando a temperatura de bulbo úmido e globos ultrapassar 26 °C, nível considerado perigoso e que pede pausas para resfriamento.
- Estima-se que cerca de cinco jogos ocorram com bulbo úmido de 28 °C, limite a partir do qual o cancelamento ou adiamento é sugerido por especialistas.
- A política da FIFA ainda não está definida de forma clara, apesar de terem sido anunciados intervalos de hidratação de três minutos por tempo.
- Entre cinco milhões e sete milhões de pessoas devem acompanhar as partidas presencialmente, ficando expostas a calor durante deslocamentos, filas e áreas ao ar livre, mesmo com estádios com ar-condicionado.
- O texto aponta impactos amplos: potenciais quedas na participação esportiva, além de efeitos econômicos significativos para o esporte, que podem chegar a até 14% da economia do setor até 2030 e 18% até 2050.
O calor extremo pode afetar a Copa do Mundo de 2026, com um quarto das partidas possivelmente disputadas sob condições perigosas. Análises indicam que, em 16 sedes entre EUA, Canadá e México, muitas partidas podem ocorrer quando o bulbo úmido e o globo alcançar 26 °C, nível que requer pausas de resfriamento.
Avaliações destacam que cerca de cinco jogos podem ocorrer com temperaturas de bulbo úmido de 28 °C, limite sugerido para cancelamento ou adiamento em alguns ambientes. Pesquisadores descrevem os números como conservadores, sugerindo que os riscos podem ser maiores.
O que está em jogo para jogadores e fãs
A FIFA ainda não definiu uma política clara sobre calor extremo. O evento atual prevê intervalos de hidratação a cada três minutos, independentemente da temperatura, e não houve acordo definitivo sobre medidas adicionais de resfriamento.
Durante a Copa do Mundo de Clubes de 2025, em que o calor foi intenso, houve mobilização para intervalos de resfriamento apenas após intervenção de entidades de jogadores. Especialistas apontam que essas medidas não são suficientes para lidar com as condições previstas na próxima edição.
Impactos para o público e o cotidiano
Estimativas apontam entre 5 milhões e 7 milhões de torcedores presentes nos estádios. Mesmo com estádios com ar-condicionado, torcedores enfrentam calor durante deslocamentos, filas e áreas externas, elevando a necessidade de acesso fácil à água, sombra e pontos de refrigeração.
Especialistas destacam a importância de comunicação clara sobre riscos de calor e de infraestrutura adequada, de modo a reduzir impactos à saúde dos fãs. A segurança dos espectadores é retratada como prioridade essencial para o torneio.
Perspectivas globais e consequências
Relatórios apontam que o clima pode influenciar não apenas eventos isolados, mas a participação esportiva de forma ampla. Pesquisas indicam que mudanças nas condições climáticas podem reduzir a prática de atividades físicas e, consequentemente, receitas no esporte até 2030 e além.
Especialistas citam impactos econômicos e de participação, com projeções de queda de participação e de interesse em atividades esportivas em grande escala se as temperaturas aumentarem de forma contínua.
Considerações finais da cobertura
Analistas ressaltam que, sem respostas rápidas, o cenário de calor extremo pode comprometer a experiência de torcedores e o desenvolvimento de novas gerações de atletas. A cobertura pública e a implementação de medidas de proteção são apontadas como cruciais para a continuidade de grandes eventos esportivos em ambientes quentes.
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