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Haiti troca antiga paixão pela seleção brasileira e sonha com a 1ª Copa em 52 anos

Haiti disputará a Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974, no Grupo C com Brasil, Marrocos e Escócia, gerando esperança em meio à crise

Um pedestre caminha ao lado de bandeiras e camisas de futebol à venda em uma rua de Porto Príncipe, Haiti — Foto: AP Photo/Odelyn Joseph
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  • O Haiti se classificou para a Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974 e ficou no Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Brasil.
  • A estreia haitiana contra o Brasil acontece no Estádio da Filadélfia, em 19 de junho.
  • A participação trouxe esperança em meio a crises de fome, violência e gangues, com camisas, bandeiras e lembranças da Seleção nacional ganhando espaço.
  • Torcedores veem a presença do Haiti como símbolo de união nacional, mesmo com dificuldades econômicas que dificultam o treinamento de jovens atletas.
  • A relação com o Brasil é histórica, marcada por grandes momentos de apoio e lembranças de outras disputas entre as duas equipes.

A seleção haitiana, conhecida como Grenadiers, fará sua estreia em uma Copa do Mundo neste século, disputando o Grupo C ao lado de Marrocos, Escócia e Brasil. O primeiro jogo diante do Brasil acontece em 19 de junho, no Estádio da Filadélfia, nos Estados Unidos. A participação marca a primeira participação haitiana desde 1974, em meio a uma crise interna.

A comoção tomou conta do país diante da vaga histórica. Em Porto Príncipe, ruas viram cenários de jogos improvisados e camisas com o emblema haitiano ganham espaço nas esquinas. O entusiasmo contrasta com a persistente fome, violência e insegurança que afetam a população.

Entre torcedores, a esperança aparece como fator unificador. Jovem de 16 anos comenta que o Brasil continua entre seus favoritos, mas o Haiti tem prioridade neste momento. A trajetória da equipe haitiana é vista como símbolo de resiliência nacional, mesmo com recursos limitados.

Grenadiers carregam a esperança de uma nação

Ao longo da capital, vendedores ambulantes relatam dificuldades financeiras e tentam manter viva a paixão pelo futebol. Camisas da seleção brasileira são vistas, mas o foco está nas camisas e bandeiras haitianas que aparecem com mais frequência desde a classificação.

Treinadores e jogadores locais destacam que, apesar dos obstáculos, a participação na Copa é um marco para o esporte no Haiti. Muitos moradores afirmam que acompanharão os jogos na televisão, seja em casa, na rua ou em espaços comunitários, caso não haja energia elétrica suficiente.

Historicamente, o Haiti mantém forte liga com o Brasil, fenômeno que remonta a décadas e ganhou reforço com missões de paz da ONU em 2004. Essa relação é citada como motivo de retenção de apoio ao futebol brasileiro, mesmo com o foco claro no time haitiano.

Contexto social e expectativa

Vendedores explicam que a prioridade atual é sustentar a família, com a Copa servindo como fio de esperança, não como mero entretenimento. Em meio à crise, a população vê na equipe haitiana uma possibilidade de orgulho e de visibilidade internacional para o país.

Jovens e trabalhadores descrevem como pretendem acompanhar cada partida. Mesmo com limitações, há quem planeje acompanhar os jogos pela televisão em casas de amigos ou em espaços públicos, caso a rede elétrica falhe. A participação na Copa é tratada como um marco histórico.

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